Por Gabriela Streb
Infelizmente não temos o hábito de agradecer.
Em vez de pensar no dia pesado, corrido, cheio de coisas para se fazer, resolver e reclamar, talvez o mais simples seria agradecer a oportunidade de mais um dia ao despertarmos.
Com mais de meio século de idade e sobrevivendo a toda esta pandemia, para mim, o maior bem passou a ser a saúde, mesmo que isso seja meio clichê de se falar. Esse é o tipo de agradecimento ao universo ou a Deus se você assim crê.
Mas tem aquele agradecimento que é o puro reconhecimento. E nesse caso, gostar ou não do produto ou gesto que você está agradecendo pouco importa. Quer um exemplo? Se eu ganhar uma fatia de bolo de uma amiga. Pouco importa se ao recebê-lo não goste de bolo de cenoura com calda de chocolate e prefira torta de morango ou mesmo se ele ficou embatumado ou com pouco açúcar. É aquele comentário que não deveria ser jamais feito: da próxima vez, coloca mais açúcar. Quem dá presente desse tipo faz um gesto mimoso e carinhoso e se quiser agradecimento, porque em geral não é o caso, será apenas uma singela manifestação que transmita a importância de quem se preparou e foi atencioso ao lhe fazer um agrado. Então a resposta para esse tipo de atitude é somente: “estou muito 威而鋼
feliz que tu lembrastes de mim além, é claro, adorei o bolo”. As vezes parece que a sinceridade se torna ofensiva e constrangedora. Não é isso porque sinceridade não é sinônimo de grosseria. Gosto de fazer esta análise para aquele que teve todo o carinho comigo, num gesto tão singelo. Dedicou-se, então não precisa um “se fosse você faria de tal forma”. Aliás, esta frase deveria ser a senha do descarte do ato de mimar alguém. Penso que valorizar mais a ação do que o objeto é retribuir o mimo. E só para constar, adoro bolo de cenoura com calda de chocolate e torta de morango também…
Adoro todos os bolos!
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