Por Kiki Garavaglia
Resolvi conhecer a cidade de Luang Prabang, na República Democrática do Laos — e lá fui eu! Considerada uma das mais belas cidades da Ásia, foi durante muitos anos um destino fabuloso, porém proibido e de difícil acesso, devido a várias revoluções.

A cidade é linda, cheia de palmeiras entre os rios Mekong e Nam Khan, e repleta de monges passeando com suas túnicas laranja e suas sombrinhas para se protegerem do sol — um cenário que torna a cidade única!
Existem vários sítios históricos como o Wat Xieng Thong (Templo da Cidade Dourada), o Wat Mai e o Wat Visounalath.
As manhãs sempre começam fresquinhas. Pego uma bicicleta do hotel e vou participar do ritual dos monges recebendo as oferendas dos fiéis — geralmente arroz empapado. Essa é uma tradição singular no Laos, sendo o único país budista que ainda preserva esse ritual. É lindo!
Depois, sigo para visitar o templo do Buda Pha Bang, o único em que o Buda aparece com as mãos para cima, em sinal de paz, sentado na posição de lótus. Fico fascinada admirando a imagem, pois transmite uma paz imensa. É deslumbrante!
Em Luang Prabang, adoro visitar o mercado Phousi, onde vejo as iguarias locais mais exóticas: pés de galinha, tendões e linguiças de búfalo, sapos fritos (um sucesso!) e várias frutas típicas como o tamarindo — muito usado em molhos, porém… extremamente laxativo! Sem falar nas ervas locais, que são incríveis. Amo também ver e comprar artesanatos, bijuterias, roupas coloridas e objetos típicos, todos expostos sobre panos lindos no chão.
Um ótimo programa é passear de barco pelo rio Mekong, visitando os vilarejos nativos e as famosas grutas de Pak Ou, repletas de centenas de estátuas de Budas feitas com diversos materiais. Essas imagens foram deixadas por viajantes, séculos atrás, que seguiam pelos rios (quando não havia estradas) em direção às cidades de destino.
O Laos foi colônia da atual Tailândia até 1893, quando se tornou um protetorado francês até 1975. O último rei oficialmente reconhecido pela França chamava-se Sisavang Vong. Seu filho, Sisavang Vatthana, nunca foi reconhecido oficialmente pelos franceses, mas reinou até 1975. O palácio da família foi transformado no Museu Nacional, em estilo francês e laosiano, repleto de relíquias e tesouros da era real do budismo no Laos. Os descendentes da família real foram viver na França.

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