Júri de Miami considerou Tyreek Hill civilmente responsável em duas das dez alegações apresentadas por sua ex-companheira, Lakeeta Vaccaro. Ele não foi responsabilizado pelas outras oito e não terá que pagar danos punitivos.
Um júri de Miami considerou o ex-jogador do Miami Dolphins Tyreek Hill civilmente responsável por duas agressões contra sua ex-companheira, Lakeeta Vaccaro, e determinou o pagamento de US$ 500 mil em indenização compensatória.
A decisão foi anunciada na noite de terça-feira, 13 de outubro, encerrando um julgamento que acompanhou uma série de acusações envolvendo o relacionamento do casal.
Hill foi considerado responsável por dois episódios de battery, termo utilizado no direito americano para determinados contatos físicos intencionais e não consentidos.
O júri, porém, concluiu que ele não era responsável pelas outras oito alegações analisadas no processo, que incluíam acusações de agressão, ameaça e violência doméstica continuada.
Também não foram concedidos danos punitivos.
Júri chegou a uma decisão mista
O resultado não deu razão integralmente a nenhum dos lados.
Vaccaro apresentou diversas acusações relacionadas a episódios que, segundo ela, teriam ocorrido durante o relacionamento.
Hill negou a maior parte das alegações durante o julgamento e apresentou sua própria versão dos acontecimentos.
Ao final, os jurados consideraram que havia elementos suficientes para responsabilizá-lo civilmente por dois dos episódios apresentados, mas rejeitaram as outras oito alegações.
Os dois casos pelos quais Hill foi responsabilizado estão relacionados a incidentes ocorridos em janeiro de 2024 e abril de 2025.
US$ 500 mil em indenização
O júri determinou que Hill pague US$ 500 mil em danos compensatórios a Vaccaro.
Esse tipo de indenização tem como objetivo compensar a parte considerada prejudicada por danos reconhecidos no processo.
Os jurados, no entanto, decidiram não conceder danos punitivos, uma categoria adicional de indenização que poderia aumentar significativamente o valor total.
Com isso, a decisão final estabeleceu o pagamento dos US$ 500 mil relacionados às duas alegações nas quais Hill foi considerado responsável.
Processo foi civil, não criminal
Uma diferença importante no caso é que o julgamento ocorreu na esfera civil.
Isso significa que a decisão não representa uma condenação criminal e não envolve pena de prisão.
Em um processo civil, o júri analisa se uma pessoa deve ser considerada legalmente responsável pelos danos alegados por outra parte e, quando aplicável, determina uma compensação financeira.
Por isso, dizer que Hill foi “condenado por agressão” poderia gerar uma interpretação incorreta.
O resultado correto é que ele foi considerado civilmente responsável por duas das alegações apresentadas no processo.
Hill negou a maior parte das acusações
Durante o julgamento, Vaccaro relatou episódios de comportamento físico e verbal que, segundo ela, ocorreram durante o relacionamento.
Hill também prestou depoimento e negou a maior parte das acusações.
Ele reconheceu durante o julgamento que, em uma das discussões, empurrou Vaccaro, mas contestou outras alegações apresentadas contra ele.
Após o anúncio do veredicto, Hill cumprimentou integrantes de sua equipe jurídica antes de deixar o tribunal.
Uma de suas advogadas afirmou posteriormente que o jogador estava satisfeito por ter tido a oportunidade de apresentar sua versão dos acontecimentos.
Futuro no futebol permanece em aberto
Hill, de 32 anos, teve passagem de destaque pelo Kansas City Chiefs e posteriormente pelo Miami Dolphins.
O wide receiver está atualmente sem equipe e também se recupera de uma grave lesão no joelho sofrida em 2025.
Antes da conclusão do julgamento, seu agente, Drew Rosenhaus, já havia indicado que Hill trabalha para tentar retornar à NFL.
Ainda não está claro se a decisão civil terá algum efeito sobre uma possível volta aos campos.
O encerramento do julgamento desta terça-feira representa, portanto, uma decisão concreta sobre as acusações apresentadas por Vaccaro: Hill foi considerado responsável por duas delas e deverá pagar US$ 500 mil em indenização, enquanto outras oito alegações foram rejeitadas pelo júri e nenhum dano punitivo foi concedido.
