Texto de Kiki Garavaglia
Estávamos em Basileia para uma conferência do meu marido. Naqueles dias, a cidade não nos conquistou tanto, e resolvemos pegar o trem até Lucerna. Foi uma ótima ideia: encontramos uma cidade de ruas charmosas, cercada por montanhas e banhada pelo lindo Lago dos Quatro Cantões.

A ponte que virou lembrança
A atração que mais me marcou foi a Kapellbrücke, a famosa ponte coberta de madeira que atravessa o rio Reuss. Suas origens remontam ao século XIV. Parte dela foi reconstruída após um incêndio em 1993, mas a ponte continua sendo um dos símbolos mais bonitos de Lucerna. Foi impossível passar por ali sem parar para uma fotografia.

A cidade inteira me pareceu saída de um cartão-postal: fachadas antigas, ruas cuidadas, o lago sempre por perto e crianças alimentando os patos. Guardo também a lembrança dos sorrisos e dos cumprimentos que ouvíamos pelo caminho. Era tudo muito suíço, organizado e acolhedor aos meus olhos.

Da muralha às montanhas
Além do lago e da ponte, fomos conhecer a Muralha de Musegg, parte das antigas fortificações da cidade. No dia seguinte, visitamos o Museu Suíço do Transporte, outro passeio conhecido da região.

Mas, se eu tiver de escolher a lembrança mais deslumbrante, fico com as montanhas. O Monte Pilatus oferece vistas incríveis. A viagem até lá — que pode incluir o trem de cremalheira saindo de Alpnachstad — já faz parte da experiência. É daqueles panoramas que a gente leva para casa na memória.
Uma viagem que vale o desvio
Lucerna também é fácil de incluir em um roteiro pela Suíça: a viagem de trem a partir de Basileia ou Zurique leva cerca de uma hora, dependendo da conexão. E, para mim, havia ainda um prazer extra no trajeto: aproveitar um bom chocolate suíço. Sou chocólatra assumida!

Se estiverem por perto, vale a pena conhecer essa linda cidade. A ponte, o lago, as montanhas e os pequenos momentos do passeio fizeram de Lucerna uma lembrança muito especial.
Fotos enviadas para esta reportagem. Informações históricas e de visitação: Luzern Tourismus — Kapellbrücke, Muralha de Musegg e SBB — tempos de viagem.

Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeus.
Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
