Não existe outra cidade igual a Alberobello (a tradução do italiano seria “bela árvore”), já que suas casinhas são redondas e são chamadas de “trullis”. Feitas de pedra calcária, sem cimento, com seus telhados cônicos, eram consideradas “temporárias”, pois assim poderiam ser desmontadas rapidamente e não pagarem taxas ao governo da época caso fiscais aparecessem.
No século XVI, o Reino de Nápoles era quem mandava no sul da Itália, e se as propriedades fossem fixas, teriam que pagar impostos altíssimos para o rei.

Atualmente, vivem do turismo intenso devido aos seus trullis icônicos e ao seu “delicioso” comércio, que fica em pequenas ladeiras, em pequenas lojas dentro das casinhas brancas. Cada uma tem uma pequena vitrine do lado de fora para mostrar o que vende, algo diferente de qualquer lugar no mundo.
Minha amiga italiana, Francesca, entrou em uma das lojinhas e saiu sem comprar nada, mas pediu para tirarmos uma foto dela na porta, tão pequena e baixinha. Rapidamente, a proprietária apareceu e disse que só poderia tirar a foto se déssemos 20 euros para ela. A foto, então, foi feita.

A cidade é dividida em dois bairros principais: “Rione Monti”, voltado mais aos turistas, e “Aia Piccola”, onde ficam os moradores com suas agriculturas.
Alberobello foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO devido às construções únicas de seus trullis. Suas portas e paredes de toda a cidade são sempre brancas, mostrando corações e símbolos religiosos, até mesmo em restaurantes e bares.

Não deixem de visitar a Igreja dos Santos Médicos, Cosme e Damião, os gêmeos muito conhecidos no Brasil. Há um dia em que se vai às ruas distribuindo doces e balas para as crianças — já esqueci o motivo.

Voltando à linda cidadezinha de Alberobello, todos nós saímos encantados com a beleza da cidade, das construções dos trullis: muito limpa, muito alegre e verdadeiramente única.
Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeu, deixando elas com os avós. Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
