Autor: Kiki Garavaglia

Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia... mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando... A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana... até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram... Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época... Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!

Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeus.

Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali... Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano...

Amigos gregos nos informaram que tínhamos que conhecer uma cidade, pequena, mas muito interessante. Quando chegamos no porto de barco, por sorte conseguimos uma “vaga” no cais que estava lotado. Chegamos a tempo de assistir a procissão do santo protetor da região, São Dionísio, quando fazem um desfile de padres ortodoxos e várias bandas de música. Tinha uma multidão incrível de pessoas vindas de vários lugares! A cidade é mínima, mas tem tudo: excelente comércio, lindas praças, lindos monumentos, ótimos restaurantes… Zakynthos também é conhecida como “Zante” e é a terceira maior das ilhas Jônicas, famosa por ter algumas das…

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Não existe outra cidade igual a Alberobello (a tradução do italiano seria “bela árvore”), já que suas casinhas são redondas e são chamadas de “trullis”. Feitas de pedra calcária, sem cimento, com seus telhados cônicos, eram consideradas “temporárias”, pois assim poderiam ser desmontadas rapidamente e não pagarem taxas ao governo da época caso fiscais aparecessem. No século XVI, o Reino de Nápoles era quem mandava no sul da Itália, e se as propriedades fossem fixas, teriam que pagar impostos altíssimos para o rei. Atualmente, vivem do turismo intenso devido aos seus trullis icônicos e ao seu “delicioso” comércio, que fica…

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Quem conhece a Escócia sabe da importância de suas antigas tribos ou clãs. O país sempre foi dividido entre a parte alta, chamada de Highlands, e a parte baixa, as Lowlands. Essas regiões viviam em constantes conflitos e guerras. As tribos das Lowlands, geralmente formadas por agricultores, costumavam perder as batalhas. Minha avó paterna era escocesa, nascida nas Highlands, e pertencia ao clã Mackinnon. Em 1791, eles perderam uma batalha lutando pelo rei Carlos I e foram forçados a deixar de ser Mackinnon, passando a se chamar McMahon. Pela tradição, os derrotados eram obrigados a mudar as cores de seus…

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