Por Dra. Mônica Martellet, PhD em Biotecnologia em Saúde
Farmacologista Esteta • CEO da Clínica Dra. Mônica Martellet Estética Avançada • Colunista Florida
Review
A estética contemporânea não se resume à aparência. Ela é uma extensão da saúde emocional e da forma como o indivíduo se percebe no mundo. A cada dia, cresce o reconhecimento de que a intervenção estética pode ser um importante agente de equilíbrio psicossocial, capaz de influenciar autoestima, confiança e até a maneira como nos relacionamos com os outros.
No consultório, observo diariamente como pequenas intervenções podem gerar grandes transformações. Pacientes que antes evitavam fotografias, reuniões ou até o contato visual passam a se posicionar de forma diferente, mais seguros, espontâneos e abertos ao convívio. Não é o preenchimento ou a toxina botulínica que muda a vida; é o reencontro com a autoconfiança que esses procedimentos possibilitam quando conduzidos com propósito.
Muitos chegam à clínica com o discurso de que desejam “melhorar um detalhe”, mas o que buscam, na verdade, é recuperar o senso de coerência entre o que sentem e o que enxergam no espelho. Quando essa harmonia é restabelecida, o impacto vai além do estético: reflete-se na forma como o paciente se apresenta no trabalho, nas relações e nas decisões que toma. É impressionante ver como o cuidado estético, aliado ao respeito pela individualidade, devolve energia, motivação e até produtividade.
Diversos estudos recentes reforçam essa percepção clínica. Pesquisas publicadas em periódicos como o Aesthetic Surgery Journal e o Journal of Cosmetic Dermatology apontam que procedimentos minimamente invasivos, quando bem indicados, estão associados a melhorias significativas na autoestima, nas relações interpessoais e na qualidade de vida. O bem-estar estético se torna, assim, um pilar de saúde emocional.
O papel do profissional é compreender essa dimensão integral. Não se trata apenas de simetria ou volume, mas de identificar o que aquele olhar busca, e o que aquele gesto representa para a história de vida do paciente. Técnica, empatia e ética caminham juntas quando a estética é tratada como ciência a serviço do equilíbrio humano.
Autoconfiança é o reflexo mais nítido de um tratamento bem indicado. A estética, quando aplicada com propósito, transforma o comportamento antes de transformar a forma.
Referências
- Hemsworth, L., et al. Nonsurgical Medical Aesthetics and Patient Quality of Life. Aesthetic
Surgery Journal Open Forum, 2024; 6(1): ojae096. - Walker, C.E., et al. Psychological outcomes following minimally invasive aesthetic procedures:
A systematic review. Journal of Cosmetic Dermatology, 2023; 22(4): 1120–1130. - Przylipiak, M., et al. The influence of aesthetic dermatology procedures on self-esteem and
social functioning. Journal of Cosmetic Dermatology, 2022; 21(9): 3951–3957
A Florida Review é mais do que uma revista, é uma entidade cultural com mais de quatro décadas de história, fundada por Chico Moura e fortalecida sob a liderança de Rodrigo Lisboa Soares. Desde o final dos anos 1980, expandiu seu impacto dentro e fora dos Estados Unidos, consolidando-se como referência editorial e ponte entre culturas. A Florida Review serve hoje a mais de um milhão de brasileiros ao redor do mundo, promovendo informação responsável, pensamento crítico e iniciativas filantrópicas que valorizam a identidade e a diversidade brasileira. Guiada por um compromisso inegociável com a verdade, livre de viés ou partidarismo, nossa missão é oferecer conteúdo relevante, atual e consciente que informa, conecta e inspira. Não somos apenas uma publicação digital: somos um patrimônio vivo da comunidade brasileira no exterior.
