Texto da Kiki Garavaglia..
Nos anos 80 meu pai era embaixador em Bogotá e foi sequestrado pelo famoso grupo do M-19. Foram dois meses de grande angústia e expectativa, mas até hoje guardamos uma lembrança desta maravilhosa cidade! O colombiano é exttremamente educado, elegante, e fino. Bogotá é linda e permanentemente cheia de flores devido à sua temperatura de montanha, sempre uns 14 graus!

Sequestros, violência, narcotráfego, são coisas do passado e realmente vale a pena conhecer essa linda cidade. Seus bairros do século 16, mantidos em perfeito estado, são deslumbrantes, a maioria com lindos pátios e uma fonte jorrando agua e belos jardins. Quase todas essas casas possuíam varandas pois era onde as “donzelas’ podiam se refrescar, mas a intenção era ficar olhando os rapazes pelas ruas!

Fundada em 1538, Bogotá fica á uma altitude de 2.640 metros e quando se chega á cidade, é necessário ficarmos de repouso até seu organismo se habituar á essa altitude… Eu, sempre que chegava lá, me esquecia e “caía dura” na escada ao subir correndo!
O Brasil e a Colômbia sempre teve uma grande rivalidade á respeito de qual país produz o melhor café! Quando o café saía ruim, as empregadas colombianas diziam que era brasileiro!

Eles são os maiores exportadores de pepitas de esmeraldas, mais claras que as indianas, deslumbrantes.. O museu das esmeraldas ficam no 23º andar de um prédio fortemente vigiado e com um sistema de segurança impressionante.

Outro museu imperdível é o “Museu do Ouro”, o mais importante no gênero nas Americas! Tem mais de 35 mil peças de de ouro maciço. Lindas cópias são vendidas no museu à preços bem acessíveis.
Outra instituição muito popular é o “Museu Botero”, que fica na antiga Casa da Moeda. Fernando Botero fez doação de suas pinturas ao museu. Todos esses museus ficam na região histórica da cidade chamada “La Candelaria”, e é tambem o lugar preferido dos universitários! Fica animadíssimo á noite, principalmente na “Zona T”: o som de salsa, cúmbia, vallenato e reggaeton, enchem a noite de entusiasmo e ninguem fica parado, todos dançam, até os americanos desajeitados, saem dançando!

Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeu, deixando elas com os avós. Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
