Por Dra. Mônica Martellet, PhD em Biotecnologia | Farmacologista Esteta | Professora
Universitária | Coordenadora de Pós-Graduação em Estética Clínica | CEO da Clínica Dra. Mônica
Martellet – Estética Avançada e Colunista da Florida Review.
À medida que entramos em 2026, a estética vive uma transição importante: deixamos de realizar procedimentos pontuais e passamos a vislumbrar a estética como um planejamento anual. O cenário internacional se encaminha para uma abordagem mais estratégica, fisiológica e preventiva, e isso muda completamente a forma como organizamos os protocolos de toxina botulínica, bioestimuladores, lasers, tecnologias regenerativas e skincare ao longo do ano. O organismo precisa de tempo para responder de forma efetiva. Quando seguimos o ritmo biológico, os resultados são mais seguros,
naturais e consistentes.
Na minha prática clínica, vejo todos os dias o impacto dessa mudança. Pacientes que antes tentavam resolver tudo às pressas hoje entendem que resultados elegantes dependem de organização e de constância. A toxina botulínica, por exemplo, funciona melhor quando aplicada de forma estratégica mais de uma vez ao ano, respeitando o intervalo entre as aplicações, mantendo estabilidade muscular, leveza da expressão e prevenindo linhas dinâmicas sem a oscilação de aparência cansada entre as sessões. Bioestimuladores de colágeno, por sua vez, são investimentos estruturais. Como o colágeno precisa de semanas para ser produzido, é importante manter a constância na aplicação, vindo a
oferecer resultados mais duradouros, sutis e naturalmente firmes.
Lasers e tecnologias também têm seu momento ideal, assim como sua peridiocidade, tratando textura, manchas e renovação a pele, tornam-se estratégicos para protocolos que promovem aquele “glow”. Já os produtos regenerativos e as hidratações injetáveis funcionam como refinamento: reorganizam a barreira cutânea após o verão e potencializam o brilho e a densidade da pele, garantindo um acabamento radiante para a reta final do ano. Preenchimentos estruturais, quando indicados, devem respeitar anatomia e maturidade tecidual. E, ao longo do ano inteiro, o skincare profissional sustenta a pele para tudo isso acontecer, com protocolos anti-inflamatórios, vitaminas tópicas, peelings leves e limpezas regenerativas que acompanham as necessidades de cada estação.
O que esse calendário revela é uma verdade essencial: a estética deixou de ser um evento isolado para se tornar uma rotina fisiológica. Quando organizamos o ano com antecedência, evitamos procedimentos às pressas, edemas desnecessários, ajustes de última hora e sobrecarga inflamatória, tudo aquilo que compromete a naturalidade.
Planejamento não é apenas uma estratégia; é uma forma de honrar o tempo que o corpo precisa para entregar seu melhor. E 2026 é, definitivamente, o ano de abandonar improvisos. É o ano da estética planejada, estruturada e coerente, aquela que respeita a identidade, valoriza a naturalidade e entrega segurança em cada etapa do caminho.
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