Chuva muda os planos e marca corrida intensa
A corrida precisou começar mais cedo do que o previsto por conta de uma mudança brusca nas condições climáticas. O dia amanheceu ensolarado, mesmo em plena época mais fria, mas o cenário mudou rapidamente. A chuva chegou pouco antes da largada, a temperatura caiu e uma garoa persistente acompanhou praticamente toda a prova, impactando diretamente a aderência da pista e as estratégias das equipes.
Com o asfalto molhado, a corrida começou atrás do carro de segurança. Miller aparecia na liderança, Felipe Drugovich em segundo, enquanto Lucas Di Grassi largava em penúltimo. Foram cinco voltas neutralizadas até que os carros se alinharam novamente para uma largada em formação de grid.
Ao longo da prova, um dos principais diferenciais da Fórmula E ficou evidente. Os carros utilizam um sistema avançado de regeneração de energia, principalmente nas frenagens, o que faz com que a bateria seja constantemente recarregada. Por isso, o nível de energia de cada piloto pode ser acompanhado em tempo real e varia de forma bastante volátil, especialmente em uma corrida disputada sob pista molhada.
O momento mais delicado da prova para o brasileiro veio com o incidente envolvendo Drugovich e António Félix da Costa. Drugovich não conseguiu frear a tempo em uma disputa direta, acabou tocando no carro do português e precisou trocar a asa dianteira. Além disso, recebeu uma penalidade de 10 segundos por causar a colisão, o que o fez cair para o fundo do grid e finalizar a corrida apenas na 18ª posição.
Após a corrida, Drugovich avaliou sua atuação de forma direta e autocrítica. Em entrevista exclusiva para a Florida Review, o piloto brasileiro explicou que o incidente foi consequência de uma frenagem tardia em um momento decisivo da prova. Segundo ele, a disputa era intensa e a margem de erro, mínima, o que acabou resultando no contato e na necessidade de trocar a asa dianteira. Drugovich reconheceu a penalidade aplicada, destacou as dificuldades impostas pela pista molhada e pelo ritmo do pelotão, e afirmou que, apesar do resultado final, o aprendizado extraído da prova será fundamental para ajustar detalhes e evitar episódios semelhantes nas próximas etapas.
Di Grassi também teve uma corrida de recuperação. Chegou a disputar diretamente a 11ª colocação com seu companheiro de equipe, mas cruzou a linha de chegada em 13º lugar.
Na volta 37, a direção de prova anunciou a adição de duas voltas, aumentando ainda mais a tensão no gerenciamento de energia em um final já exigente pelas condições da pista.
No desfecho da corrida, a vitória ficou com Mitch Evans, da Jaguar TCS Racing. O resultado ganhou ainda mais destaque pelo fato de Evans ter largado apenas da 9ª posição no grid. A TAG Heuer Porsche Formula E Team completou o pódio, com Miller em segundo e Pascal Wehrlein em terceiro.

Dani Silverio é comunicadora e profissional de marketing, movida pela paixão por cultura, esporte e lifestyle como ferramentas de conexão. Seu trabalho une curadoria, storytelling e sensibilidade editorial para aproximar a comunidade brasileira da cena vibrante da cidade.
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