Texto da Kiki Garavaglia
Quando pensamos numa viagem de sonhos, logo pensamos nas Ilhas Gregas! Porém, poucos vão até Corfú, que fica à oeste da Grécia e bem embaixo da Albânia, no Mar Jônico. Fiquei impressionada como parecia uma cidade europeia, cheia de museus, culturas variadas e aquele mar grego azul cobalto!
Os venezianos, os poderosos da época dos séculos 13 e 14 (o Brasil nem tinha sido descoberto…), ocuparam Corfú por 400 anos e plantaram muitas oliveiras, tornando-a a mais “verde” das ilhas! A influência italiana também se manifesta na arquitetura local, com majestosos prédios antigos e não aquelas típicas casinhas brancas gregas!

No centro da ilha, no verão, os jovens gregos predominam na maior animação! Todas as noites, costumam ir nas tabernas de “Liston” dançar! Adorei também as boutiques ao entorno da Igreja do Patrão de Corfú, Santo Spyridon, ali enterrado em um maravilhoso e enorme sarcófago de prata, todo entalhado, deslumbrante!
A praia mais popular quando fui, a “Paleokastritsa”, fica a meia hora do centro, com uma encosta toda de cavernas e grutas a serem exploradas. E perto, tem também a praia de “Platikia” e a marina “Alipa”.

Por conta da sua localização no Mar Jônico e embaixo do Mar Adriático, os “bizantinos” construíram uma fortaleza para proteger o porto contra invasões e, anos depois, foi construída uma outra fortaleza. A ilha também tem vários museus que mostram todas essas ocupações através dos séculos. O Museu “Antivouniotissas” tem esculturas e ícones religiosos a partir do século 15, muito interessantes. Tem também o Museu de Arte Asiática, dentro do Palácio de “São Miguel e São Jorge”, e o Museu Arqueológico.
O que mais gostei de conhecer foi o Monte “Pantokrator”, uma cidade fantasma datada do século 14, no alto de uma colina, atualmente habitada por poucos moradores que vivem em casinhas de pedra. Lá, a dica é comer um típico almoço grego simples e curtir a atmosfera local.
Imaginem minha emoção quando ancoramos o barco e fomos andando para o porto e me deparei com um pequeno bar chamado “Kiki’s Bar”!!
Adorei Corfú, pois não é igual às outras ilhas gregas. Além da beleza do seu mar, tem um passado fascinante através dos séculos!

Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeu, deixando elas com os avós. Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
