Por Dra. Mônica Martellet
Farmacologista e Esteta | Doutora em Biotecnologia em Saúde
CEO da Clínica Dra. Mônica Martellet Estética Avançada
Professora Universitária e Coordenadora de Pós-Graduação em Estética Clínica
Colunista da Florida Review
Vivemos um momento em que a estética deixou de ser apenas aparência e passou a ocupar um espaço legítimo dentro da medicina preventiva e do cuidado integral. Cuidar da pele, do corpo e da face não é um ato fútil, é uma forma consciente de preservar funções biológicas, retardar processos inflamatórios e manter a qualidade dos tecidos ao longo do tempo.
A pele é o maior órgão do corpo humano. Ela responde ao estresse, às alterações hormonais, à qualidade do sono, à alimentação e ao envelhecimento cronológico. Ignorar esses sinais é negligenciar um sistema complexo que protege, comunica e sustenta o organismo.
Quando falamos em cuidados estéticos bem indicados, falamos de manutenção. Assim como exames periódicos, atividade física regular e acompanhamento médico, a estética hoje atua de forma preventiva. Procedimentos realizados no tempo correto, com protocolo adequado e indicação personalizada evitam excessos futuros, correções agressivas e resultados artificiais.
O conceito atual de cuidado vai além do “fazer quando incomoda”. Ele se baseia em planejamento, respeito à individualidade biológica e entendimento profundo da anatomia e da fisiologia do envelhecimento. Não se trata de transformar rostos, mas de preservar identidade, expressão e saúde tecidual.
Outro ponto essencial é compreender que o autocuidado impacta diretamente o bem-estar emocional. Pacientes que se sentem bem com sua imagem tendem a ter mais segurança, autoestima e presença. Isso não é vaidade, é qualidade de vida.
Na prática clínica, vejo diariamente que os melhores resultados não vêm de intervenções isoladas, mas de acompanhamento contínuo, decisões conscientes e escolhas feitas no momento certo. A estética responsável não promete milagres, ela constrói resultados sólidos, elegantes e duradouros.
Cuidar é um ato de inteligência.
E manter é sempre mais saudável do que corrigir.
