Quando os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 começarem, em 6 de fevereiro, o mundo verá um Time Brasil que une estilo, tecnologia e uma ambição inédita. Pela primeira vez, o país chega a uma edição de inverno não apenas para competir, mas com expectativa real de brigar por medalhas.
Além do desempenho esportivo, a delegação brasileira também chamará atenção fora das pistas. Esta será a estreia da adidas vestindo o Time Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno, marcando uma nova fase da parceria entre a marca e o Comitê Olímpico do Brasil (COB), anunciada em maio de 2025. Já nos desfiles de abertura e encerramento, a responsabilidade pelo visual ficará com a italiana Moncler, referência mundial em vestuário de alta performance para condições extremas.
O novo visual do Time Brasil
O kit oficial desenvolvido pela adidas traz como base o verde em tonalidade petróleo, criando um contraste elegante com o branco do gelo e da neve italianos. A proposta combina identidade nacional, tecnologia e funcionalidade para enfrentar as condições rigorosas do inverno europeu.
“É com grande alegria e crença no potencial do Time Brasil que celebramos o lançamento da coleção adidas para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Pela primeira vez em uma edição de inverno, as três listras vestirão a nossa delegação, garantindo a qualidade e a tecnologia de ponta que a adidas oferece”, afirmou Manoela Penna, diretora de Comunicação, Marketing e Valores Olímpicos do COB.
Já a Moncler vestirá os porta-bandeiras e toda a delegação nos desfiles oficiais, reforçando a imagem do Brasil em um dos palcos mais simbólicos do evento. “Esta parceria amplia a presença e o reconhecimento da marca do Comitê Olímpico do Brasil no cenário esportivo global. Tenho certeza de que será um momento inesquecível para nossos atletas”, avaliou Emanuel Rêgo, diretor-geral do COB.
A marca italiana também fornecerá trajes de treino e competição para a equipe brasileira de esqui alpino, liderada por Lucas Pinheiro Braathen, que é embaixador da Moncler e defenderá o Brasil pela primeira vez em Jogos Olímpicos.
A maior delegação brasileira da história no inverno
O Brasil chega a Milão-Cortina com sua maior delegação já registrada em Jogos Olímpicos de Inverno:
- 14 vagas
- 15 atletas
- Representantes em cinco modalidades: skeleton, esqui alpino, snowboard, bobsled e cross-country
Os atletas nasceram em cinco países diferentes, refletindo a diversidade da equipe. Entre os nascidos no Brasil, há representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Acre e Rio Grande do Sul.
Da Bahia vem um nome histórico: Edson Bindilatti, aos 46 anos, disputará sua sexta Olimpíada de Inverno, um recorde absoluto para o país.
Expectativa real de medalhas inéditas
Pela primeira vez, o discurso em torno do Time Brasil no inverno vai além da participação. Há, sim, nomes capazes de brigar por pódio, ainda que o desafio siga enorme diante de potências tradicionais do frio.
⭐ Nicole Rocha Silveira — skeleton
A principal esperança brasileira. Nicole vem de resultados expressivos na Copa do Mundo, com desempenho consistente entre as melhores do circuito internacional. Sua regularidade coloca o Brasil, de forma inédita, como candidato real a medalha em uma prova olímpica de inverno.
⛷️ Lucas Pinheiro Braathen — esqui alpino
Atleta de elite no circuito mundial, Lucas já soma vitórias e pódios na World Cup e chega a Milão-Cortina como um dos nomes mais promissores do país. No slalom e no slalom gigante, ele pode colocar o Brasil entre os melhores do mundo.
Mais do que competir: fazer história
O Brasil nunca conquistou uma medalha olímpica de inverno. Em Milão-Cortina 2026, essa realidade começa a ser questionada de forma concreta. Com equipe recorde, atletas experientes, jovens talentos e uma imagem que une performance e sofisticação, o Time Brasil entra em uma nova era.
Seja nas pistas geladas ou nos desfiles sob os holofotes das capitais italianas, o país chega pronto para mostrar que o inverno olímpico também pode falar português.

Dani Silverio é comunicadora e profissional de marketing, movida pela paixão por cultura, esporte e lifestyle como ferramentas de conexão. Seu trabalho une curadoria, storytelling e sensibilidade editorial para aproximar a comunidade brasileira da cena vibrante da cidade.
Com passagem por coberturas de arte, design, eventos esportivos e experiências locais, Dani desenvolveu um olhar atento aos detalhes e uma linguagem acessível, capaz de traduzir grandes acontecimentos em narrativas próximas e relevantes. Entre bastidores e tendências, seu foco está em contar histórias que criam pertencimento, ampliam repertório e fortalecem pontes entre Miami e o público brasileiro.
