Por Michelle Vanzela
Com muita honra fui convidada pela Virada Feminina Internacional, presidida pela Marta Lívia, que também preside o Conselho Superior Feminino da FIESP, a ser uma das escritoras do Livro Virando Páginas, lançado em 30 de Abril de 2025 na Assembleia Legislativa de São Paulo, contando com o apoio da Deputada Estadual de São Paulo, Maria Lucia Amary, e que no dia 7 de Julho teve seu lançamento no Salão Nobre da Câmara dos Deputados em Brasília, templo de muitas decisões brasileiras. Na oportunidade na Capital do País, a deputada Greyce Elias Federal manifestou seu apoio ao projeto.
A Virada Feminina, presidida por Marta Lívia Suplicy, tem mais de 30 anos de atuação no Brasil e no mundo, sempre com temas pertinentes ao Universo Feminino e em apoio a todas as causas de empregabilidade, saúde, segurança, autoestima, educação, maternidade, e observação e colaboração em Leis para a proteção, buscando promover ações e discussões para fortalecer o papel da mulher na sociedade. @viradafemininaoficial

O livro contém 195 páginas com histórias de 34 mulheres de todo Brasil, atuando nas mais diversas áreas profissionais e da economia, com relatos emocionantes de suas superações, medos, barreiras de preconceito vencidos e sonhos ainda a serem alcançados.
É a força da vivencia compartilhada com o intuito de dar voz, as que não puderam ter. O mais especial deste livro, é que cada escritora, convidou uma outra escritora, com o objetivo de fazer a sonoridade presente.
No Brasil, um dos maiores problemas atuais é a violência contra a mulher. Os números são alarmantes. Quando se fala em violência falamos dos estágios psíquicos, patrimoniais, emocionais e físicos.
Os dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, apontam ainda um aumento na violência não letal. Em 2023, foram registrados 177.086 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica, alta de 22,7% em relação ao ano anterior. Desse total, uma em cada quatro vítimas tinha entre 0 e 14 anos.
Os tipos de violência variam conforme a idade das vítimas. Entre meninas de 0 a 9 anos, a negligência foi o principal tipo de violência (49,5%). De 10 a 14 anos, a violência sexual predominou, com 45,7% dos casos. A partir dos 15 até os 69 anos, a violência física foi a forma mais frequente de agressão. Já entre mulheres com 70 anos ou mais, a negligência voltou a ser o tipo de violência mais comum.
Em todas as faixas etárias, os agressores são homens. Em 66,9% dos atendimentos, as vítimas relataram já ter sofrido violência doméstica anteriormente.
Dessa forma, a união de todos em prol da educação e segurança para uma vida melhor para todas as mulheres, é tarefa que se faz absolutamente necessária.
Cronologia dos Direitos das Mulheres no Brasil:
- 1827: Meninas são autorizadas a frequentar escolas primárias.
- 1879: Mulheres conquistam o direito de frequentar faculdades, embora com restrições.
- 1910: Criação do primeiro partido político feminino no Brasil, liderado por Leolinda Daltro.
- 1932: Conquista do direito ao voto feminino, através do Decreto 21.076.
- 1962: Criação do Estatuto da Mulher Casada, que garante direitos civis às mulheres casadas.
- 1977: Aprovação da Lei do Divórcio, permitindo a dissolução do casamento.
- 1985: Criação da primeira Delegacia da Mulher, especializada no atendimento às vítimas de violência.
- 1988: A Constituição Brasileira reconhece a igualdade entre homens e mulheres em direitos e obrigações.
- 2006: Sanção da Lei Maria da Penha, que estabelece medidas para coibir a violência doméstica contra a mulher.
- 2015: Aprovação da Lei do Feminicídio, que inclui o assassinato de mulheres como crime qualificado.
- 2021: Criação da Lei nº 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher.
Hoje a mulher representa 53% da população brasileira, ou seja, somos a maioria inclusive de eleitoras, e a contradição é que a representatividade. entre os 10 partidos com maior representatividade na Câmara dos Deputados, oito não alcançam nem 30% de presença feminina nas executivas nacionais – órgão decisório das legendas.
No livro, relato também minha história de superações, incentivando a todas as mulheres do mundo, a tomarem posse do seu destino, é possível, é de direito, é digno.
Sobre Michele Vanzella:
- Empresária, executiva e apresentadora com mais de 25 anos de experiência em negociações e gestão de equipes em grandes projetos.
- Formada em Ciências Contábeis, foi premiada por sua monografia sobre Capital Intelectual, Cursando MBA em Gestão Pública, e possui em seu CV, diversos cursos em comunicação.
- Em 2014, recebeu o Prêmio Excelência Mulher Fiesp/Ciep., 2025 o Premio Mulher Empreendedora e também é Membro Honorário da Força Aérea Brasileira.
- Ela produziu e apresentou a TVSA, uma plataforma digital pioneira, e atuou como executiva nas turnês de Andrea Bocelli no Brasil (2016 e 2018), além de participar do projeto dos 300 anos do Santuário Nacional de Aparecida. Colaborou com o “AJ no Metaverso” do Amaury Jr. e trabalhou em Miami, conectando empresas brasileiras ao mercado americano.
- Michele foi mentora do programa “Elas na Indústria” da Fiesp, fundadora da Magdala860, diretora de negócios do Blue Note Brasil. Sempre com uma abordagem estratégica, ela busca constantemente novos caminhos para conectar pessoas e marcas, contribuindo para a economia em diversos setores.
A Florida Review é mais do que uma revista, é uma entidade cultural com mais de quatro décadas de história, fundada por Chico Moura e fortalecida sob a liderança de Rodrigo Lisboa Soares. Desde o final dos anos 1980, expandiu seu impacto dentro e fora dos Estados Unidos, consolidando-se como referência editorial e ponte entre culturas. A Florida Review serve hoje a mais de um milhão de brasileiros ao redor do mundo, promovendo informação responsável, pensamento crítico e iniciativas filantrópicas que valorizam a identidade e a diversidade brasileira. Guiada por um compromisso inegociável com a verdade, livre de viés ou partidarismo, nossa missão é oferecer conteúdo relevante, atual e consciente que informa, conecta e inspira. Não somos apenas uma publicação digital: somos um patrimônio vivo da comunidade brasileira no exterior.
