Por Dra. Mônica Martellet
Farmacologista e Esteta | PhD em Biotecnologia em Saúde
CEO da Clínica Dra. Mônica Martellet – Estética Avançada
Professora Universitária e Colunista da Florida Review
Na estética avançada, poucos procedimentos simbolizam tão bem o encontro entre ciência, proporção e personalidade quanto o preenchimento do mento. Em um primeiro olhar, pode parecer um detalhe anatômico secundário; porém, na prática clínica, ele se revela um dos pontos mais estratégicos na construção da harmonia global da face. O mento é a âncora inferior do rosto, influencia a percepção de simetria, o equilíbrio do terço inferior e até mesmo a leitura de força, delicadeza ou sofisticação facial. Quando ajustado de maneira precisa, ele transforma o contorno, redefine linhas e cria um
alinhamento estético que fotografa melhor, comunica mais e envelhece de maneira mais elegante.
O que torna o mento tão relevante na harmonização é sua relação direta com marcos anatômicos fundamentais. Sua projeção correta impacta na definição da mandíbula, na transição do submento e na percepção de proporções verticais. Estudos recentes em antropometria facial mostram que pequenas alterações, muitas vezes em milímetros, podem mudar de forma expressiva a leitura estética global. Em outras palavras, o mento não apenas complementa: ele organiza a face.
Na rotina da minha clínica, observo cada vez mais pacientes buscando essa intervenção com objetivos muito claros: definição, equilíbrio e naturalidade. É um público exigente, bem informado e que entende que resultados premium não estão na volumização excessiva, mas sim na precisão anatômica. E quando essa precisão é alcançada, o impacto emocional é notável. Os meus pacientes relatam melhora da autoestima, maior segurança ao tirar selfies e fotos e até mudanças na expressão corporal, porque quando o rosto encontra seu ponto de equilíbrio, o comportamento acompanha. E digo mais, eles viciam neste protocolo.
O procedimento se destaca pela versatilidade: pode alongar, projetar, suavizar retrações, corrigir assimetrias e complementar protocolos full face. É, muitas vezes, o elo que faltava para que toda a face “conversasse” entre si. Clinicamente, trata-se de um dos procedimentos com maior índice de satisfação na minha prática. Isso se deve a vários fatores: previsibilidade técnica, rápida recuperação, impacto visual imediato e, sobretudo, à sensação de identidade recuperada. O paciente não se vê “outra pessoa”; ele se vê melhor alinhado com quem já era. É essa combinação de ciência, técnica e percepção estética que faz do preenchimento do mento um dos pilares mais elegantes da harmonização facial moderna.
À medida que a estética avança e se torna mais personalizada, o mento deixa de ser um coadjuvante e assume seu lugar como protagonista minimalista no equilíbrio facial.
Ajustar o mento é, em muitos casos, permitir que a versão mais harmônica e confiante do paciente finalmente apareça, com sutileza, precisão e verdade.
