Pela Equipe Editorial da Florida Review
Em 16 de outubro de 2025, a Casa Branca anunciou que o presidente Donald J. Trump lançará um conjunto de ações para reduzir os custos da fertilização in vitro (FIV) e ampliar o acesso a cuidados de fertilidade de alta qualidade em todo o país. A medida faz parte de uma nova política voltada à saúde reprodutiva, buscando tornar os tratamentos mais acessíveis para famílias que enfrentam dificuldades para conceber.
O governo firmou um acordo com a farmacêutica EMD Serono, subsidiária da alemã Merck KGaA, para reduzir significativamente o preço de medicamentos essenciais utilizados nos ciclos de FIV, como Gonal-F, Ovidrel e Cetrotide. A ação será acompanhada pelo lançamento da plataforma TrumpRx, prevista para 2026, que permitirá a compra direta desses medicamentos com descontos significativos.
Os departamentos do Trabalho, Saúde e Tesouro também emitiram orientações para que empregadores possam oferecer benefícios específicos de fertilidade de forma independente dos planos tradicionais de saúde. Assim, empresas poderão disponibilizar auxílio financeiro para tratamentos de infertilidade, inclusive FIV, sem necessidade de cobertura obrigatória federal.
Segundo estimativas oficiais, as novas medidas poderão gerar economia de até US$ 2.200 por ciclo de FIV, considerando que o custo médio por tentativa nos Estados Unidos varia de US$ 12.000 a US$ 25.000.
Essas políticas são especialmente relevantes diante dos números crescentes de casais que enfrentam infertilidade: 1 em cada 8 casais em idade reprodutiva enfrenta dificuldades para engravidar de forma natural. Com a redução dos custos de medicamentos e a ampliação de programas de benefícios, o governo espera aumentar o número de famílias que terão acesso a tratamentos de fertilidade e, consequentemente, o número de nascimentos resultantes de FIV.
Apesar dos avanços, a iniciativa ainda não inclui cobertura obrigatória nacional para a FIV. A adesão dependerá das decisões das empresas e dos planos de saúde. Além disso, especialistas apontam que os custos com procedimentos clínicos e laboratoriais permanecem altos, mesmo com o corte de preços dos medicamentos.
Grupos religiosos também expressaram preocupação ética sobre o tema, especialmente em relação ao manejo de embriões durante o processo de fertilização. A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, por exemplo, reiterou sua posição contrária à FIV por considerar que o método envolve “questões morais complexas”.
Ainda assim, analistas e associações médicas destacam que o anúncio representa um passo importante na democratização dos tratamentos de fertilidade. Para muitas famílias, as novas medidas significam a chance real de realizar o sonho da maternidade e paternidade com custos mais acessíveis e maior apoio institucional.
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