Por Dra. Mônica Martellet, PhD | Farmacologista e Esteta | Professora Universitária & Coordenadora de Pós-Graduação em Estética | CEO da Clínica Dra. Mônica Martellet – Estética Avançada
Colunista Florida Review
O final do ano chega sempre acompanhado de um ritmo acelerado: agendas cheias, confraternizações, viagens, compromissos profissionais e familiares que se sobrepõem.
A soma de tudo isso altera nossos marcadores fisiológicos, a exemplo, o hormônio cortisol tende a subir, o sono pode perder regularidade, o estresse oxidativo pode aumentar, e lógico, a pele vai receber o impacto direto destas alteracoes. É por isso que, mundialmente, cresce a busca pelo chamado Holiday Glow Effect: intervenções estéticas planejadas com antecedência para restaurar vitalidade, suavidade e naturalidade antes da temporada de festas.
Mas existe um ponto essencial que pouca gente considera: procedimentos feitos na última hora raramente entregam o melhor resultado. A pele precisa de tempo. O organismo precisa de tempo. E a harmonia facial, para ser natural e elegante, depende de ajustes progressivos, e não de intervenções urgentes realizadas a poucos dias de um evento importante.
Tecidos precisam de fisiologia, não de pressa. Edema inicial, possíveis pequenos hematomas, o tempo de reorganização da matriz extracelular, a adaptação da musculatura após a toxina botulínica e a resposta inflamatória controlada do bioestimulador são etapas naturais do processo. Quando o paciente se organiza para cuidar de si com antecedência, permite que o corpo cumpra seu próprio ritmo, garantindo resultados mais estáveis, mais bonitos e mais saudáveis.
Na prática clínica, vejo isso com frequência. Recentemente, atendi uma paciente que desejava “chegar a um casamento com o perfil preenchido e que refletisse naturalidade”. Ela me procurou com um mês de antecedência, o que nos deu tempo para estruturar um plano completo: toxina botulínica em pontos-chave, rinomodelação, preenchimento labial e de mento para melhorar a perfiloplastia, o visagismo e a luminosidade da face dela.
Entre cada etapa, respeitamos o intervalo fisiológico necessário para que a pele respondesse, regenerasse e atingisse seu melhor potencial. O resultado não foi apenas estético; foi emocional. Ela descreveu sentir-se “conectada consigo mesma” ao ver a naturalidade do próprio rosto no espelho.
Esse é o verdadeiro propósito da estética contemporânea: entregar presença, autoconfiança e autenticidade, não resultados apressados. A tendência global pré-festas não é sobre transformar, mas sobre prevenir, realçar e recuperar aquilo que o ritmo intenso do ano costuma levar: viço, expressão suave e vitalidade cutânea.
E existe ainda um aspecto social: quando a imagem se alinha com a forma como nos sentimos, nossa presença muda. Entramos nos eventos mais seguros, sorrimos com mais espontaneidade, participamos com mais leveza. A estética, neste contexto, não é superficial; é reguladora. É a ponte entre como estamos e como queremos nos apresentar ao mundo.
Cuidar-se com antecedência não é luxo. É estratégia.
E presença, no final das contas, é o que ilumina qualquer celebração
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