Pela Equipe Editorial da Flórida Review
Criar tradições é uma das formas mais delicadas, e poderosas, de construir memórias afetivas. Em tempos acelerados, pequenos rituais ganham um valor ainda maior, especialmente quando envolvem infância, imaginação e família. É nesse cenário que a história de Tatielle Sambor, mãe da pequena Bella, chama a atenção: em vez de um, dois Elf on the Shelf passaram a fazer parte da rotina natalina da casa.
Em entrevista ao editorial da Florida Review Magazine, Tatielle compartilha como essa tradição ganhou vida, se transformou em um verdadeiro trabalho em equipe do casal e passou a marcar as manhãs da Bella com surpresa, alegria e encantamento.
Enquanto muitas famílias optam por apenas um elfo, Tatielle e seu marido decidiram dobrar a dose de magia.

“Alguns pais usam apenas um elfo. Pensamos que ter dois seria mais divertido. Depois que você começa com dois elfos… não tem volta”, conta, entre risos.
A decisão acabou abrindo espaço para ainda mais criatividade, desafios e momentos especiais — não só para a filha, mas também para o casal.
Curiosamente, essa não foi uma tradição herdada da infância. Mesmo o marido de Tatielle, americano, não cresceu com o Elf on the Shelf.
“Somos pais de primeira viagem e fomos descobrindo muitas coisas novas. Conhecemos essa tradição por grupos de pais, Instagram e redes sociais”, explica.
A descoberta veio acompanhada de uma vontade genuína de criar algo novo, próprio, que fizesse sentido para a família.
Bella tem apenas 16 meses, mas já demonstra uma relação clara com a dinâmica dos elfos.

“Ela entende perfeitamente que os elfos aprontaram alguma coisa durante a noite”, diz Tatielle.
Todos os dias, às 6h30 da manhã, Bella acorda e vai direto para a porta, ansiosa para descobrir o que aconteceu. Chocolate, o Jeep de controle remoto e até o robô aspirador de pó entram nas brincadeiras — tudo pensado de acordo com os gostos e a personalidade dela.
“Ver a reação dela começa o nosso dia com grandes sorrisos.”
Nem toda brincadeira funciona da mesma forma para uma criança tão pequena — e isso exige sensibilidade.
“Adaptamos os cenários às coisas que ela já reconhece e ama. Quando os elfos interagem com isso, ela fica muito mais animada.”
O resultado é uma tradição viva, que cresce junto com a criança.

Ter dois elfos exige planejamento, mas também fortalece o vínculo do casal.
“Depois de muitos dias trabalhando em equipe, começamos a competir: quem tem a melhor ideia!”, conta Tatielle.
Enquanto ela cuida da decoração e dos cenários, o marido, Frank, cria frases e bilhetes criativos. As ideias surgem durante o jantar ou depois que Bella dorme, sempre com algumas opções “fáceis” guardadas para os dias mais cansativos.


“O Elf on the Shelf aqui em casa é um trabalho em equipe.”
Criar tradições longe do Brasil também tem um significado especial.
“Queremos dar à Bella as melhores lembranças possíveis. De certa forma, também revivemos o espírito natalino através dela.”
Na família, os presentes chegam na noite do dia 24, o Papai Noel ganha biscoitos e leite perto da lareira, e o jantar acontece no dia 25. Uma mistura de costumes que cria uma identidade própria para o Natal da casa.
Os elfos Holly e Jolly já têm destino certo: voltam ao Polo Norte no dia 24 de dezembro e retornam todo 1º de dezembro.
“Eles acompanharão o crescimento da Bella, com ainda mais surpresas e novas ideias”, afirma Tatielle.
E entre tantas cenas criativas, uma ficou marcada.
“O Jeep!”, revela Tatielle.
Enquanto o Papai Noel tem seu trenó, os elfos apareceram dirigindo um Jeep de controle remoto infantil, puxado por um jacaré de nariz vermelho e com patinhos no painel — uma referência divertida à cultura local.

“Era a essência da Flórida com um toque natalino. E a Bella simplesmente amou.”
Mais do que elfos, cenários ou brincadeiras, a história de Tatielle Sambor mostra que o verdadeiro encanto do Natal está na intenção: criar memórias, fortalecer laços e transformar o cotidiano em algo extraordinário, mesmo nos pequenos detalhes.
E, nesse caso, com dois elfos… a magia realmente dobra.
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