Por Daniela Silvério
O US Open 2025 vem sendo um dos torneios mais vibrantes dos últimos anos, reunindo novidades no formato, recordes financeiros e narrativas marcantes que estão movimentando o tênis mundial. A edição deste ano estabeleceu um recorde histórico de US$ 90 milhões em prêmios, com os campeões de simples recebendo US$ 5 milhões cada. Um marco que reforça o peso do Grand Slam nova-iorquino.
No masculino, Novak Djokovic segue firme como uma muralha. Ontem, ele encerrou o sonho americano ao derrotar Taylor Fritz, último representante da casa, e agora terá pela frente um velho conhecido: Carlos Alcaraz, rival da final de 2023. O espanhol chega em grande fase, mas ainda carrega a missão de conquistar o primeiro Slam em quadras duras.
Se avançar, pode emplacar uma terceira final de Grand Slam consecutiva contra Jannik Sinner, mas para isso, o italiano precisa antes passar por Félix Auger-Aliassime. O canadense é a sensação da temporada em Nova York: derrubou veteranos de peso como Zverev e Rublev e mostrou que está pronto para jogar de igual para igual com os grandes.
No feminino, as histórias são ainda mais envolventes. Amanda Anisimova está vivendo um torneio mágico e, ontem, conseguiu sua revanche contra Iga Swiatek com autoridade: 6-4 e 6-3. Embalada, ela encara hoje Naomi Osaka, que reencontra uma semifinal de Slam pela primeira vez desde 2021. A japonesa vem mostrando um tênis consistente e explosivo, numa das atuações mais sólidas desde o seu retorno — talvez até alimentada pela energia extra dos famosos “labubus” de cristais que brilhou que ela exibiu dentro e fora de quadra.
Na outra chave, a rivalidade já clássica entre Swiatek e Aryna Sabalenka ganha mais um capítulo. São 13 encontros até agora, com a polonesa Iga, levando a melhor em 8 deles, mas a bielorrussa promete revanche em grande estilo.
As finais já têm data marcada: sábado é dia das mulheres e domingo é a vez dos homens. Resta saber quem vai confirmar o favoritismo e quem vai surpreender.

Dani Silverio é comunicadora e profissional de marketing, movida pela paixão por cultura, esporte e lifestyle como ferramentas de conexão. Seu trabalho une curadoria, storytelling e sensibilidade editorial para aproximar a comunidade brasileira da cena vibrante da cidade.
Com passagem por coberturas de arte, design, eventos esportivos e experiências locais, Dani desenvolveu um olhar atento aos detalhes e uma linguagem acessível, capaz de traduzir grandes acontecimentos em narrativas próximas e relevantes. Entre bastidores e tendências, seu foco está em contar histórias que criam pertencimento, ampliam repertório e fortalecem pontes entre Miami e o público brasileiro.
