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    Home»Brasil em foco»Nossa Gente»Wellington Borges dos Santos: Inovação, Liderança e Reconhecimento Internacional

    Wellington Borges dos Santos: Inovação, Liderança e Reconhecimento Internacional

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    By Editorial on 30 de outubro de 2025 Nossa Gente
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    Visionário, inquieto e movido pelo propósito de transformar ideias em resultados concretos, Wellington Borges dos Santos construiu uma trajetória marcada por inovação, liderança estratégica e reconhecimento internacional. Da televisão regional à criação de soluções digitais para grandes corporações e PMEs, ele se destacou por unir tecnologia, comunicação, cultura e performance — sempre com foco em impacto real. Nesta entrevista exclusiva, Wellington revisita marcos importantes da carreira, compartilha aprendizados sobre gestão, inovação e liderança, e revela a visão que o levou a ser reconhecido por instituições de referência na América Latina e no exterior. Um diálogo inspirador sobre método, coragem empreendedora e futuro dos negócios.

    1) Sua carreira começou ainda na TV Integração, afiliada da Rede Globo. Como essa experiência em comunicação e marketing moldou sua visão sobre negócios e inovação?

    WB: Comecei na TV Integração traduzindo produtos nacionais para a realidade local e construindo pontes com agências e anunciantes. Isso me ensinou que comunicação é estratégia: quando o produto certo encontra a linguagem correta, com a métrica certa, o crescimento acontece. Ao gerir o PRIM, o Prêmio Rede Integração de Mídia, aprendi a usar dados de audiência, eficácia de campanha e critérios de qualidade para orientar decisões. Foi meu primeiro laboratório de gestão orientada por evidências.

    2) Você participou da transição do analógico para o digital no início dos anos 2000. Que lições essa virada tecnológica trouxe para o seu modo de pensar estratégias empresariais?

    WB: Vivi a mudança de vender intervalos de TV para vender resultados digitais. A grande lição foi que tecnologia não é fim, é meio. O que importa é mudança de comportamento e novo modelo mental. Requalifiquei times, redesenhei funis e passei a medir sucesso por indicadores de negócio, como aquisição, retenção e LTV, em vez de métricas de vaidade.

    3) A partir da sua passagem pela Algar Telecom, quais foram os maiores aprendizados em gestão estratégica e inovação em larga escala?

    WB: Na Algar estruturei o business case do 3G. Foi um exercício de rigor em modelagem financeira, forecasting, pricing e priorização de portfólio. Aprendi a vender um futuro plausível, com números sustentando visão, e a operar em escala sem perder disciplina de execução.

    4) Como foi liderar projetos com grandes players como Google, Facebook e Zurich Seguros? Que aprendizados essas parcerias internacionais trouxeram?

    WB: Com grandes players, liderança começa por alinhamento de objetivos e governança clara. É fundamental definir quem decide o quê e qual métrica importa. Transformei parceria em co-criação, respeitando padrões globais e adaptando ao contexto local. O resultado foram soluções mais sólidas, escaláveis e medidas por impacto real.

    5) O que motivou a criação da Ideation Cube e quais foram os principais desafios para consolidá-la como referência em inovação digital?

    WB: Criei a Ideation Cube para resolver o descompasso entre promessa tecnológica e resultado de negócio. O maior desafio foi dizer não ao genérico e focar em ofertas com playbook repetível, como PME+, MKT Medical e programas de adoção de IA. A consolidação veio com cases comprovados, referências orgânicas e parcerias estratégicas.

    6) Você tem mais de 15 anos atuando com transformação digital. Na sua visão, o que diferencia uma empresa tecnologicamente digital de uma verdadeiramente inovadora?

    WB: Empresa digital usa ferramentas. Empresa inovadora muda como decide, mede e aprende. A diferença está em cultura, ambidestria e ciclo rápido de feedback. Explorar e explorar ao mesmo tempo, com OKRs vivos, squads que testam hipóteses e cliente no centro.

    7) O projeto PME+ impactou mais de 120 pequenas empresas. Qual foi o segredo para traduzir tecnologia em resultados concretos para esse público?

    WB: Traduzi tecnologia em passos concretos. Diagnóstico 360 graus, metas trimestrais, funil claro, CRM bem configurado, conteúdo que vende e rotina de revisão de pipeline. O segredo foi operacionalizar o simples. Poucas métricas que importam, rituais semanais e aprendizado rápido.

    8) Durante a pandemia, você ajudou dezenas de negócios a migrar para o ambiente digital. Que histórias mais o marcaram nesse processo de resiliência?

    WB: Vi empresários salvarem empregos ao migrar em semanas para delivery, e-commerce e atendimento remoto. O que mais me marcou foi a coragem de recomeçar. Quem ouviu o cliente, simplificou a oferta e comunicou com empatia voltou a crescer. A tecnologia foi o trilho, e a liderança foi a locomotiva.

    9) A vertical MKT Medical nasceu de uma necessidade de digitalizar médicos e clínicas. Quais tendências você identifica hoje na interseção entre saúde e tecnologia?

    WB: Saúde caminha para experiências híbridas. Jornada digital antes, durante e depois da consulta, conteúdo educativo, agendamento fluido, prontuário integrado, telemedicina seletiva e uso de inteligência artificial para triagem e comunicação. O diferencial está em confiança e conveniência.

    10) Você costuma dizer que a venda é o coração de qualquer negócio. Como o marketing estratégico pode sustentar essa visão no cenário atual?

    WB: Marketing estratégico sustenta a venda quando é responsável por pipeline, e não apenas por awareness. Isso exige unit economics claros, funis conectados ao CRM, conteúdo que remove objeções e metas alinhadas a receita, margem e payback.

    11) Você já mentorou mais de nove startups e impactou milhares de empreendedores. O que mais o inspira nesse papel de mentor?

    WB: O que me move é ver ideias virando tração. Quando um empreendedor entende o ICP, encontra distribuição eficiente e aprende a dizer não, a empresa muda de patamar. Gosto de ensinar a pensar o negócio e de ver o brilho nos olhos quando os números confirmam a tese.

    12) Em suas palestras no SEBRAE e universidades, quais temas mais despertam interesse dos jovens empreendedores brasileiros?

    WB: Jovens empreendedores querem saber como vender, como escalar e como usar inteligência artificial sem se perder. Falo sobre oferta irresistível, canais de aquisição, posicionamento, precificação e uma rotina de gestão simples que gera resultado.

    13) Como formar líderes que consigam inovar sem perder o foco em resultados tangíveis?

    WB: Três pilares sustentam esse líder. Clareza estratégica, métricas que importam e rituais de execução. Líder bom simplifica, decide com dados, protege o time do ruído e aprende em público. Cultura vem do exemplo.

    14) Em que medida a sua formação em Inovação, Design e Estratégia pela ESPM-SP influencia sua atuação como estrategista empresarial?

    WB: A ESPM me deu método para alinhar desejo do cliente, viabilidade de negócio e factibilidade tecnológica. Uso Design Thinking para descobrir valor, estratégia para priorizar e governança para sustentar crescimento.

    15) Você acredita que a inovação é mais uma questão de cultura organizacional ou de liderança inspiradora?

    WB: Cultura e liderança são inseparáveis. Liderança cria símbolos e rituais. Cultura preserva e multiplica. Sem liderança, a cultura enfraquece. Sem cultura, a liderança vira esforço solitário.

    16) Em 2009, você recebeu o prêmio Master in Total Quality Administration pelo Latin American Quality Institute. O que essa conquista representou em sua trajetória?

    WB: Foi o reconhecimento de um estilo de gestão que une qualidade, cliente e resultado. Reforçou minha responsabilidade de elevar o padrão em tudo que lidero.

    17) O LAQI utiliza o modelo LAEM, Latin American Excellence Model. De que forma esse modelo dialoga com sua filosofia de gestão e qualidade?

    WB: O LAEM conecta liderança, estratégia, cliente, processos e resultados. É assim que penso gestão. Cliente no centro, processos simples, melhoria contínua e indicadores que guiam decisão.

    18) Além do certificado, você também recebeu a Cruz de Malta, uma distinção de Honra ao Mérito. Qual o significado pessoal e profissional desse reconhecimento?

    WB: Encarei como um chamado à exigência permanente. Mérito celebra o passado, e também lembra que excelência é prática diária.

    19) Como você avalia o papel de instituições como a LAQI na promoção da excelência e competitividade na América Latina?

    WB: Elas criam referenciais comuns e premiam quem entrega valor real. Isso eleva a barra de qualidade e favorece a competitividade regional.

    20) De que maneira essa certificação influenciou a percepção internacional sobre sua carreira e seus negócios?

    WB: Abriu portas em conversas executivas, especialmente com grandes empresas. Sinaliza que governo, cliente e resultado andam juntos na minha visão de gestão.

    21) Você liderou projetos em múltiplos países da América Latina. Quais diferenças culturais mais influenciam o modo como a inovação é aplicada em cada mercado?

    WB: A maior diferença é o contexto de execução. Regulação, crédito, infraestrutura e maturidade digital variam muito. A inovação funciona quando respeita a cultura local e resolve o problema específico daquele mercado.

    22) O que mais o impressiona na forma como as empresas norte-americanas encaram a inovação em comparação às brasileiras?

    WB: Nos Estados Unidos vejo foco em especialização, playbooks e métricas. No Brasil vejo criatividade e adaptabilidade. O híbrido é poderoso, criatividade com disciplina.

    23) Quais tecnologias emergentes você acredita que transformarão o futuro do marketing e da gestão empresarial nos próximos anos?

    WB: Inteligência artificial generativa e preditiva, automação de processos, data cloud, tecnologias de privacidade, assistentes autônomos, composição low-code e realidade estendida em educação e treinamento.

    24) Como a inteligência artificial pode ser usada de forma estratégica para gerar crescimento sustentável, especialmente em PMEs?

    WB: Começa com casos de uso simples. Atendimento, qualificação de leads, propostas, follow-up e controles financeiros. A regra é fazer pequenas automações com grande consistência. Medir, aprender e ampliar.

    25) Você já declarou ser um tradutor entre tecnologia e resultado. Pode explicar essa ideia?

    WB: Eu pego o jargão técnico e transformo em linguagem de negócios. Qual problema resolve, qual métrica muda, quanto custa e quando retorna. Tecnologia que não vira linha de resultado é custo.

    26) Depois de tantos prêmios e conquistas, o que o motiva a continuar empreendendo e ensinando?

    WB: Ver empresas crescerem, empregos surgirem e famílias avançarem. Empreender é impacto real, e eu gosto de construir pontes para isso acontecer.

    27) O que significa, para você, ser reconhecido internacionalmente por um trabalho que nasceu no Brasil?

    WB: É orgulho e responsabilidade. Mostra que método, ética e trabalho são idiomas universais. Levo o Brasil comigo em tudo que faço.

    28) Que conselho você daria aos empreendedores que hoje tentam transformar ideias em negócios sustentáveis?

    WB: Escolha um problema importante, faça uma oferta clara, encontre um canal que traga clientes de forma repetível, controle seus números e aprenda mais rápido que os outros. O resto é execução todos os dias.

    _________________________________________________

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