Amigos gregos nos informaram que tínhamos que conhecer uma cidade, pequena, mas muito interessante. Quando chegamos no porto de barco, por sorte conseguimos uma “vaga” no cais que estava lotado. Chegamos a tempo de assistir a procissão do santo protetor da região, São Dionísio, quando fazem um desfile de padres ortodoxos e várias bandas de música. Tinha uma multidão incrível de pessoas vindas de vários lugares!
A cidade é mínima, mas tem tudo: excelente comércio, lindas praças, lindos monumentos, ótimos restaurantes…

Zakynthos também é conhecida como “Zante” e é a terceira maior das ilhas Jônicas, famosa por ter algumas das paisagens mais icônicas do Mediterrâneo. A praia “Navagio” (Praia dos Naufrágios) se destaca pelo azul translúcido do mar e pela carcaça de um navio encalhado na areia. Só é permitido visitar o navio com um pequeno barco, para nadar por perto. Ou, se preferir outro programa, pode-se subir ao topo das falésias (rochedos) para ver a vista de cima. Para ver as grutas azuis locais, também é preciso ir de barco, pois as paredes refletem um azul “neon”, semelhante à famosa Gruta Azul de Capri, na Itália.

Quem gosta de mergulhar ou nadar de snorkel, a parte de “Limnionas” tem uma enseada rochosa com águas cristalinas e lindos peixinhos coloridos nadando tranquilamente à volta.

Os restaurantes são todos de cozinha grega, sempre com azeitonas pretas locais e muito azeite. Adoramos almoçar no “Village Taverna” e, à noite, fomos a um bar popular chamado “Alati” beber ouzo — aliás, só eu. Os outros beberam vinho ou cerveja… Que sem graça!
Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeu, deixando elas com os avós. Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
