Por Editorial
Escrever sobre líderes políticos que permanecem no poder por longos períodos pode ser um exercício dramático e intrigante. No centro desse drama está a narrativa de líderes que estendem seu domínio além dos limites tradicionais, desafiando as regras democráticas e mantendo-se no poder por décadas.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva expressou a ideia de que, se a sorte estivesse ao seu lado, deveria ser eleito “para sempre”. No entanto, a legislação brasileira restringe os presidentes a dois mandatos consecutivos. Apesar disso, há casos ao redor do mundo em que líderes políticos perpetuam seu domínio por períodos surpreendentemente longos, desafiando as bases da democracia.
Recep Erdoğan, presidente da Turquia desde 2014, é um exemplo claro desse fenômeno. Inicialmente, como primeiro-ministro, promoveu o desenvolvimento econômico, mas após uma tentativa de golpe em 2016, utilizou um plebiscito para consolidar seu poder e ampliar suas atribuições presidenciais. Essa tendência de acumular poderes é observada também em Vladimir Putin, presidente russo há mais de 20 anos, que através de reformas políticas se perpetua no cargo até 2036.
Outro caso marcante é o de Aleksandr Lukashenko, conhecido como “o último ditador da Europa”, que governa Belarus com mão de ferro há quase três décadas, reprimindo jornalistas, ativistas e opositores políticos. Já Nicolás Maduro, herdeiro do chavismo na Venezuela, mantém-se no poder apesar das controvérsias em suas eleições e da rejeição à supervisão de observadores independentes.
Esses líderes, apesar de realizarem eleições periódicas, frequentemente são acusados de minar as instituições democráticas, reprimir opositores e restringir a liberdade de imprensa, culminando em crises internas e sanções internacionais.
Em contrapartida, na Guiné Equatorial, Teodoro Obiang governa há 44 anos com um regime ditatorial, apesar do país enfrentar desafios econômicos e sociais graves, como a pobreza generalizada e desigualdade extrema.
O comum entre esses casos é a persistência no poder, muitas vezes à custa da deterioração das bases democráticas, o que levanta questões sobre a verdadeira natureza da democracia nessas nações.
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