Por Kiki Garavaglia
A Grécia abriga centenas de ilhas, e para explorá-las de verdade, é essencial ter ou alugar um barco.
Entre tantas opções, me encantei com Hydra, uma das ilhas Sarônicas, localizada a apenas duas horas de Atenas.
Assim que se chega ao porto — seja de barco, balsa ou iate — a cidade nos conquista. Construída em forma de anfiteatro ao redor do porto, Hydra exibe imponentes casarões do século XVIII, erguidos pelos capitães que ali aportavam.
As ruelas estreitas, com degraus de pedra que serpenteiam pelas ladeiras floridas, são um charme à parte, repletas de boutiques e lojinhas encantadoras. À esquerda do porto, encontram-se as praias de Hydroneta e Spilia, mas, repletas de crianças brincando e jovens jogando futebol, não nos pareceram tão convidativas. Em vez disso, optamos por um passeio de barco ao redor da ilha, com direito a mergulho em alto-mar e um refrescante banho no mar de tom esmeralda. O ponto alto do dia? Assistir ao famoso pôr do sol, que pinta o céu às 21h com tons dourados e rosados.
No dia seguinte, seguimos para Vlychos, onde tavernas à beira-mar serviam verdadeiros banquetes de frutos do mar. Saboreamos salada de polvo, peixes frescos e outras iguarias, sempre acompanhados do emblemático ouzo, o licor grego de anis. Ao entardecer, testemunhamos um costume local encantador: à medida que o sol se punha, os frequentadores dos restaurantes levantavam-se espontaneamente para dançar o tradicional sirtaki.
Não resistimos e nos juntamos à dança! Foi mágico — por um momento, senti-me em um filme, dançando como Anthony Quinn em Zorba, o Grego!
Se Atenas estiver no seu roteiro, lembre-se: Hydra está “logo ali”, e vale cada instante dessa jornada!
Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeu, deixando elas com os avós. Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
