Por Kiki Garavaglia
No sudeste das Bahamas, no Atlântico, estão as ilhas British West Indies, um arquipélago de 40 ilhas baixas de corais. Na entrada da ilha Providenciales, há várias praias deslumbrantes — entre elas, uma magnífica: Grace Bay Beach. Com areia branca como neve e um mar cor turquesa transparente, foi onde ficamos, em um excelente resort chamado Turquoise Reef. Nem sei se ainda existe!
Certos dias eram passados boiando naquele mar tranquilo e límpido. Víamos nossos pés e várias lindas conchas, todos com um copo de suco ou de tequila, agradecendo aos céus por estarmos lá.
Outros dias saíamos de barco passeando por ilhas e ilhotas de pedras. Às vezes parávamos para mergulhar e ver os corais e as centenas de peixes coloridos. Os lugares para mergulho são muitos e lindos, pois existe uma “muralha” subaquática de 2 mil metros perto da ilha Grand Turk.
Ao entardecer, fazíamos mais um mergulho para pegarmos lagostas para o nosso almoço. Parávamos em uma das ilhas desertas, fazíamos uma fogueira e cozinhávamos a “infeliz” numa bacia. Claro que nessa hora eu me afastava para bem longe, pois elas “gritam, urram” — é horrível!

Certo dia fomos até uma ilha cheia de iguanas chamada Waterkey. Duas das minhas amigas ficaram com medo de se aproximar delas. Avisamos que eram dóceis: vêm “se rebolando” pedir comida para os turistas e são totalmente inofensivas. Parecem monstros pré-históricos, mas são muito mansas.
Tínhamos apenas sanduíches de presunto e queijo; demos dois e espero que não tenham passado mal depois!
Foi uma das ilhas mais lindas que já visitei, mas nunca quis voltar. Sei que hoje em dia está lotada de resorts, centenas de turistas sujando as praias, fazendo piquenique com música alta “aos berros”.
Quando fui, no início dos anos 1990, com quatro amigos jornalistas, era um paraíso praticamente só nosso — sem turistas, apenas aquela natureza pura, limpa, mágica. Um presente dos deuses.
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