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    Home»Esquina Curiosa»Política»Conheça o componente-base da tecnologia – e como a corrida por ele pode redefinir o poder global

    Conheça o componente-base da tecnologia – e como a corrida por ele pode redefinir o poder global

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    By Emanuel Farias on 24 de outubro de 2025 Política, Tecnologia
    Direitos autorais: Jacobs School of Engineering, UC San Diego (CC BY-NC-SA 4.0)
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    Nos últimos anos, a indústria de semicondutores, muitas vezes chamada de “o novo petróleo” da era digital, se tornou um campo crucial de competição estratégica entre os Estados Unidos e a China. Os chips são componentes essenciais não apenas para a economia moderna, mas também para a segurança nacional e para a inovação tecnológica. Isso significa que a disputa pelo controle dessa indústria pode redefinir o equilíbrio de poder global, uma dinâmica central nas relações internacionais contemporâneas.

    O uso de sanções comerciais pelos Estados Unidos contra a China, especialmente na indústria de semicondutores, tem gerado tensões geopolíticas significativas. As implicações dessa disputa não são apenas econômicas, mas também refletem uma transição hegemônica global, onde a ascensão de uma potência desafia a posição dominante de outra. Esta “guerra dos chips” é um reflexo dessa competição por liderança tecnológica, com consequências profundas para a ordem internacional.

    Nos últimos anos, a China tem investido fortemente para se tornar autossuficiente na produção de semicondutores. A estratégia “Made in China 2025” foi lançada com o objetivo de reduzir a dependência do país de tecnologias estrangeiras, especialmente em setores chave como chips. A China já aumentou significativamente sua produção, passando de 8% para 12% da capacidade global de fabricação de chips de 2015 a 2019, e suas ações nesse setor são um desafio direto à hegemonia dos Estados Unidos.

    Em resposta, os EUA começaram a implementar sanções comerciais, restrições à exportação de tecnologia avançada e a bloquear o acesso da China a alguns componentes estratégicos, como a Fujian Jinhua Integrated Circuit, uma das principais fabricantes chinesas. Além disso, empresas como Huawei enfrentaram embargos significativos, sendo colocadas na “Entity List” do Departamento de Comércio dos EUA, o que dificultou seu acesso a tecnologias cruciais para o desenvolvimento de redes 5G e outros dispositivos avançados. Essas sanções refletem uma estratégia para manter a liderança tecnológica estadunidense, enquanto a China tenta desafiar essa posição.

    Semicondutores: O pilar da competição global

    A tecnologia de semicondutores, essencial para computação, telecomunicações, inteligência artificial e até armamentos militares, tornou-se um campo de batalha central na competição geopolítica. O controle sobre a produção de chips não é apenas um imperativo econômico, mas um instrumento estratégico de poder. Como o CEO da Intel, Pat Gelsinger, declarou: “Deus decidiu onde estão as reservas de petróleo, nós podemos decidir onde estão as fábricas de semicondutores”. Isso reflete a relevância estratégica dessa indústria, que sustenta não apenas as economias, mas também as capacidades militares dos países.

    O impacto dessa disputa já é visível. A escassez de chips desde a pandemia de COVID-19, juntamente com a alta demanda por dispositivos eletrônicos e a concentração de produção em poucos países (principalmente Taiwan e Coreia do Sul), destacou as vulnerabilidades da cadeia global de suprimentos. Essa dependência coloca os países em risco durante períodos de crise e intensifica a competição pelo controle das fábricas e dos recursos necessários para a fabricação desses componentes. O controle dessa cadeia se tornou uma questão de segurança nacional.

    As sanções econômicas impostas pelos EUA não são apenas uma tentativa de conter o crescimento da China, mas também uma estratégia para proteger a liderança global dos Estados Unidos. No entanto, essas sanções têm um efeito paradoxal: embora busquem enfraquecer a indústria de semicondutores da China, elas também incentivam o país a investir ainda mais em inovação e a acelerar seu processo de autossuficiência tecnológica.

    Esse movimento de resposta tem levado a China a adotar políticas como o controle de exportação de metais raros, essenciais para a fabricação de chips, como o gálio e o germânio. Além disso, o país está expandindo sua capacidade de fabricação interna de semicondutores, com empresas como a SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation) alcançando avanços tecnológicos significativos.

    No entanto, as tensões não se limitam ao âmbito econômico. A disputa por semicondutores envolve também geopolítica, com o controle de regiões estratégicas como Taiwan, que domina a produção de chips avançados através da TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company). A crescente militarização da tecnologia e a competitividade pelo controle de semicondutores aumentam o risco de conflitos regionais, especialmente no caso de uma escalada envolvendo os interesses dos EUA e da China.

    O futuro da Ordem Internacional

    A disputa por semicondutores entre os Estados Unidos e a China não é apenas uma questão econômica, mas uma batalha pelo poder global. A tecnologia, nesse contexto, se tornou um fator essencial na definição das relações de poder no sistema internacional.

    Se, por um lado, os Estados Unidos tentam preservar sua hegemonia, mantendo sua superioridade tecnológica, por outro, a China vê a disputa como uma oportunidade de transformação da ordem internacional. A ascensão da China no setor de semicondutores não é apenas um desafio econômico, mas uma ameaça direta à hegemonia dos EUA, e as sanções dos EUA podem, paradoxalmente, fortalecer a China em sua busca por autossuficiência tecnológica.

    Essa dinâmica de competição tecnológica, centrada na indústria de semicondutores, pode ser vista como um pilar da transição hegemônica que está se desenrolando no cenário global. A capacidade de controlar a produção de chips, e por consequência, moldar a economia e a segurança mundial, se torna cada vez mais um fator decisivo na configuração do poder global.

    A disputa por semicondutores está longe de ser apenas um conflito econômico. Ela envolve segurança nacional, inovação tecnológica e geopolítica, e reflete as tensões mais amplas da rivalidade entre as grandes potências. A forma como os Estados Unidos e a China lidarem com essa competição determinará não apenas a liderança no setor de semicondutores, mas também o futuro da ordem internacional.

    Se a China continuar a expandir sua influência e se tornar autossuficiente em semicondutores, pode-se esperar uma mudança significativa na dinâmica de poder global. A transição hegemônica que está em curso, impulsionada pela ascensão da China, desafiará os Estados Unidos e pode reconfigurar as relações de poder no século XXI.

    Neste cenário, a “guerra dos chips” é, sem dúvida, um campo de batalha central na luta pelo poder e pela liderança global, e os próximos anos poderão ser decisivos para determinar quem controla o futuro da tecnologia e, consequentemente, do mundo.

    Emanuel Farias
    Emanuel Farias

    Emanuel Farias é formado em Relações Internacionais e atua na área de marketing internacional e produção de conteúdo digital. Já trabalhou com tradução, atendimento internacional e branding, com foco em comunicação intercultural e posicionamento estratégico.

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