Foto: Gabriel Heusi/COB
O Brasil retorna ao gelo nesta terça-feira (17) para um dos momentos mais decisivos de sua campanha nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. A dupla formada por Edson Bindilatti e Luís Bacca disputa hoje a terceira bateria do bobsled dupla masculina (2-man), etapa que define quem avança à final da modalidade.
A prova acontece no Cortina Sliding Centre, centro oficial das competições de trenó em Milano-Cortina, onde os atletas atingem velocidades superiores a 130 km/h em um percurso técnico e exigente.
A bateria que pode mudar o rumo da campanha
O formato olímpico do bobsled prevê quatro descidas, com classificação baseada na soma total dos tempos. No entanto, apenas as 20 melhores duplas após a terceira bateria garantem vaga na quarta e última descida.
Após os dois primeiros runs, o Brasil aparece fora da zona de classificação — mas a disputa segue aberta. A terceira bateria, realizada hoje, é o ponto de virada possível.
Em uma modalidade onde centésimos de segundo redefinem o ranking, uma descida tecnicamente precisa pode alterar completamente o cenário.
Potência na largada, precisão nas curvas
Luís Bacca é responsável pelo impulso inicial — momento crucial para garantir velocidade competitiva nos primeiros metros. Já Edson Bindilatti, piloto experiente, conduz o trenó pelas curvas inclinadas da pista italiana, onde qualquer ajuste milimétrico impacta o cronômetro.
O desafio brasileiro é técnico e estratégico. Em um esporte tradicionalmente dominado por Alemanha, Canadá e Estados Unidos, consistência é tão essencial quanto explosão física.
Um Brasil que consolida presença no inverno
A participação no bobsled reforça a evolução do Brasil nos esportes de inverno. Em uma edição que já marca momentos históricos para o país, a disputa de hoje representa mais um capítulo dessa consolidação internacional.
A decisão acontece nesta terça-feira, 17 de fevereiro.
No gelo de Cortina, o Brasil ainda está na corrida.

Franciele Becuzzi escreve sobre música, shows, eventos e cultura, explorando experiências sonoras em suas múltiplas formas.
Eclética por essência, transita entre diferentes gêneros, cenas e épocas, guiada pela curiosidade e pela experiência sensorial que a música proporciona. Une vivência pessoal e olhar crítico ao escrever sobre artistas, shows, eventos culturais, movimentos musicais e narrativas sonoras. Seu trabalho dialoga com leitores que enxergam a música não apenas como entretenimento, mas como linguagem, refúgio e manifestação artística.
