Na última quinta-feira (5), a Casa Branca recebeu um visitante que fez até o mais carrancudo dos assessores sorrir: Lionel Messi chegou a Washington ao lado do elenco do Inter Miami para uma cerimônia em homenagem ao título da MLS de 2025 — o primeiro da história do clube.
Donald Trump abriu os braços para o evento com entusiasmo genuíno: “É um privilégio para mim dizer algo que nenhum presidente americano jamais teve a chance de dizer antes: bem-vindo à Casa Branca, Lionel Messi.” Um momento histórico — afinal, quantos presidentes podem dizer que receberam o maior jogador de todos os tempos no Salão Leste?
A cerimônia foi recheada de momentos memoráveis. Trump virou repórter esportivo improvisado e, com o bom humor de quem sabe que a pergunta vai render conversa, disparou o clássico debate de gerações: “Vocês vão me chamar de velho, mas eu vi o Pelé jogar, lembram? Ele jogava pelo Cosmos. Quem é melhor, Pelé ou Messi?” A resposta dos jogadores foi uníssona: Messi. O presidente concordou, concluindo com elegância: “Eu acho que ele é. Mas Pelé era muito bom.”
Os presentes? À altura da ocasião. Messi entregou ao presidente um troféu em formato de bola com as cores do Inter Miami, a bandeira dos Estados Unidos e a frase “Freedom to Dream” — Liberdade para Sonhar. Trump, por sua vez, ganhou uma camisa rosa do clube com o número 47, em referência ao fato de ser o 47º presidente dos EUA, além de uma bola autografada por todo o elenco.
O presidente também revelou um segredo de família: um de seus filhos é grande fã de Messi — e também de “um cavalheiro chamado Ronaldo”. Pelo menos em casa, o debate Messi x Cristiano tem solução diplomática.
O momento mais divertido ficou por conta de uma confusão geográfica inocente: Trump chamou o atacante uruguaio Luis Suárez de brasileiro — Suárez, cavalheiro que é, reagiu ao momento com bom humor, o que é a única resposta possível quando você recebe uma nova nacionalidade ao vivo na Casa Branca.
O encontro acontece às vésperas da Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada em parceria entre Estados Unidos, Canadá e México, dando um sabor ainda mais especial à visita. Trump encerrou com um elogio sincero: “Leo, você veio e venceu. Há muito mais pressão sobre você do que qualquer um imagina, porque espera-se que você vença.”
Ao final, ficou a imagem: o presidente dos Estados Unidos ao lado do jogador mais famoso do planeta, trocando presentes num salão histórico. Futebol e política, por uma tarde, falaram a mesma língua — a do belo jogo.
A Florida Review é mais do que uma revista, é uma entidade cultural com mais de quatro décadas de história, fundada por Chico Moura e fortalecida sob a liderança de Rodrigo Lisboa Soares. Desde o final dos anos 1980, expandiu seu impacto dentro e fora dos Estados Unidos, consolidando-se como referência editorial e ponte entre culturas. A Florida Review serve hoje a mais de um milhão de brasileiros ao redor do mundo, promovendo informação responsável, pensamento crítico e iniciativas filantrópicas que valorizam a identidade e a diversidade brasileira. Guiada por um compromisso inegociável com a verdade, livre de viés ou partidarismo, nossa missão é oferecer conteúdo relevante, atual e consciente que informa, conecta e inspira. Não somos apenas uma publicação digital: somos um patrimônio vivo da comunidade brasileira no exterior.
