O Hotel “Grand Bretagne”, situado no centro histórico da Praça “Syntagma”, nos seus mais de 150 anos de existência, se mantém como ponto de referência na vida social, cultural, política e econômica na Grécia!

Os anos se passaram e o “Grand Bretagne” se manteve sempre inabalável em sua majestade!!
Ele foi concebido pelo jovem Stathis Lampsas que ao voltar de Paris em 1878, conheceu o proprietário de um pequeno hotel na Praça Syntagma e juntos, investiram em melhoras e expansões do hotelzinho… O mais incrível é que os descendentes dos Lampsas, ainda detêm 70% de suas ações…

Ao se entrar, é fácil se impressionar com a imensidão da recepção com seu piso de mármore em várias cores formando desenhos “helênicos”, os lustres enormes de cristal, o tapete floral gigantesco e, os funcionários, impecavelmente bem vestidos e sorridentes! Ao fundo, tem um salão de chá, o “Winter Garden”, com poltronas de veludo azuis e bordados dourados e um jardim com enormes palmeiras!
Todos os quartos, são “chiquérrrimos”… assim como o “spa”, a piscina aquecida, os salões de festas, butiques, restaurantes, e, um “lounge” para fumadores de charutos!

Os quartos de frente do hotel possuem pequenas varandas que dão para a “Casa do Parlamento” grego e… a vista para a “Acrópole”! (P.S. é uma antiga cidadela, centro político e religioso do século “V” (5) antes de Cristo, e, patrimônio mundial da UNESCO).
Assim como eu, chefes de estado, reis, ministros, homens de negócios, personalidades do mundo das artes e das letras, estrelas do cinema e “reles” mortais, ficam encantados com o “Grand Bretagne” de Atenas e sua vista para a Acrópole!!

Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeu, deixando elas com os avós. Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
