Texto da Kiki Garavaglia
Os seios mais bonitos e perfeitos do mundo pertencem à estátua da Vênus da Ilha de Milos, que, sem seus braços, é destaque do Museu do Louvre de Paris. Tem sempre várias pessoas à sua volta, fascinados com a beleza dessa escultura da deusa Afrodite, feita na Ilha de Milos, na Grécia, e esculpida com seus braços — fato que muitos desconhecem!
Por ocasião das várias guerras com os turcos no passado, o prefeito local pediu ao embaixador francês o favor de guardá-la, para preservar o símbolo dessa ilha vulcânica. Rapidamente, o governo francês mandou embalar e enviar ao Louvre.
Durante a viagem, os braços se quebraram e nunca mais o governo francês devolveu à Grécia a linda estátua deles. Em Milos, fizeram uma cópia para colocar no museu local.
Essa ilha no mar Egeu é linda e tem muito a oferecer. Indo de barco, dá para ver as falésias de rochas vulcânicas com suas grutas num mar transparente e turquesa. Ao norte, tem um lindo vilarejo de pescadores, Klima, e suas casinhas coloridas e bem cuidadas… Qual é a melhor praia da ilha? Todas! Sarakiniko, Firopotamos — cheia de árvores de tamarindo — e Plathiena, com sua areia tão branca que parece neve! Outra delas que gostei foi a Agia Kyriaki, perfeita para se refrescar após escalar a cratera do vulcão. Todas são maravilhosas! A principal cidade da ilha é Pollonia, no porto.

No topo da ilha, na vila de Plaka, tem cafés, restaurantes, butiques e casinhas residenciais imaculadas, brancas com detalhes em azul anil.
À noite, resolvemos ir a um bar tomar o “ouzo”, bebida de anis típica da Grécia, e ficamos vendo as famílias e turistas dançando o “sirtaki”, a dança deles… E claro, após 3 copinhos de ouzo, lá fomos nós também dançar o sirtaki às gargalhadas! Foi sensacional!
Para nunca me esquecer desta estadia em Milos, entrei numa butique e comprei uma pequena cópia da estátua da Vênus de Milo, em estilo mais moderno, roupa preta e vermelha. E cada vez que olho para ela, quero voltar à Milos novamente…

Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeu, deixando elas com os avós. Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
