Por Dra. Mônica Martellet | Farmacêutica Esteta | PhD em Biotecnologia em Saúde | CEO da Clínica Dra. Mônica Martellet Estética Avançada | Professora Universitária | Colunista da Florida Review Magazine (Miami).
A chegada das temperaturas mais baixas marca também o início de uma das épocas mais procuradas nas clínicas de estética avançada: a temporada dos tratamentos de renovação cutânea. Com a redução da exposição solar e das agressões térmicas intensas, o outono e o inverno tornam-se períodos ideais para protocolos que promovem regeneração da pele, melhora da textura, uniformização do tom e estímulo de colágeno. Entre os procedimentos que mais ganharam notoriedade nos últimos anos pelo chamado “efeito glow”, o peeling de ácido retinóico permanece como um dos grandes protagonistas da estética moderna.
Muito além da descamação superficial, o peeling de ácido retinóico atua em mecanismos celulares profundamente relacionados à renovação epidérmica e à qualidade estrutural da pele. Derivado da vitamina A, o ácido retinóico exerce ação direta sobre receptores nucleares específicos, conhecidos como RARs (Retinoic Acid Receptors), modulando a expressão gênica envolvida na proliferação celular, diferenciação dos queratinócitos e síntese de componentes da matriz extracelular. O resultado clínico é uma pele com maior uniformidade, luminosidade e refinamento de textura.
Ao acelerar o turnover celular, o peeling promove reorganização da camada córnea, reduz acúmulo irregular de queratina e favorece uma superfície cutânea mais homogênea, capaz de refletir melhor a luz. É justamente esse mecanismo que contribui para o aspecto conhecido popularmente como “pele glow” ou “efeito porcelana”. Além disso, o ácido retinóico também apresenta ação sobre melanócitos, auxiliando na redução de manchas superficiais e no controle da hiperpigmentação pós-inflamatória.
Outro ponto importante está relacionado à estimulação dérmica indireta. Estudos demonstram que os retinoides podem aumentar a atividade fibroblástica e estimular a produção de colágeno tipos I e III, além de reduzir a degradação das fibras colágenas por meio da modulação de metaloproteinases inflamatórias. Clinicamente, isso se traduz em melhora da firmeza, suavização de linhas finas e recuperação da qualidade global da pele.
Atualmente, a estética regenerativa vem ampliando ainda mais os resultados obtidos com os peelings químicos ao associar ativos biotecnológicos avançados no pós-procedimento. Entre eles, destacam-se os exossomos, o PDRN e o peptídeo GHK-Cu, estratégias cada vez mais presentes em protocolos de alta performance voltados para regeneração cutânea e manutenção da barreira da pele. Em protocolos pós-peeling, sua utilização pode contribuir para manutenção da integridade da barreira da pele, redução da sensibilidade e prolongamento do efeito glow.
Em um momento em que os pacientes buscam resultados cada vez mais naturais, sofisticados e associados à saúde da pele, o peeling de ácido retinóico consolida-se não apenas como um procedimento estético clássico, mas como uma ferramenta biotecnológica de renovação cutânea associada à ciência da regeneração. O glow contemporâneo não representa excesso. Representa uma pele funcionalmente saudável, biologicamente equilibrada e estruturalmente luminosa.
A Florida Review é mais do que uma revista, é uma entidade cultural com mais de quatro décadas de história, fundada por Chico Moura e fortalecida sob a liderança de Rodrigo Lisboa Soares. Desde o final dos anos 1980, expandiu seu impacto dentro e fora dos Estados Unidos, consolidando-se como referência editorial e ponte entre culturas. A Florida Review serve hoje a mais de um milhão de brasileiros ao redor do mundo, promovendo informação responsável, pensamento crítico e iniciativas filantrópicas que valorizam a identidade e a diversidade brasileira. Guiada por um compromisso inegociável com a verdade, livre de viés ou partidarismo, nossa missão é oferecer conteúdo relevante, atual e consciente que informa, conecta e inspira. Não somos apenas uma publicação digital: somos um patrimônio vivo da comunidade brasileira no exterior.
