Por Gabriela Streb
Deve ser a idade. Ando muito intolerante à falta da gramática. Não me considero a perfeita na fala e escrita, mas confesso que o linguajar de hoje trazido por alguns, me incomoda.
Não sou adepta a alguns programas, em especial aqueles do tipo “confinamento de pessoas” que nunca se viram e precisam conviver em tudo. Porém como sou humana, fadada a erros, caí na tentação ou melhor no canal e ali assisti alguns minutos do episódio.
Não deveria ter feito isto. Estaria ignorantemente mais feliz pelo desconhecimento. Eu não entendi praticamente nada do que as pessoas conversavam. Numa escala de zero a dez, entendi apenas dois por cento do linguajar. Não se trata do sotaque que vários participantes têm, mas sim do palavreado e gírias nada entendíveis e indecifráveis da maioria deles.
Se eu fosse participante seria a chata das chatas, sendo eliminada de primeira pois passaria o tempo todo corrigindo o vocabulário de todos e administrando meu toque obstinado pela organização e limpeza. Ninguém me suportaria. Aliás, nem eu, às vezes, me aguento.
Deveria existir uma tecla na pessoa que põe legenda em suas falas, facilitaria em muito. A gramática e o Aurélio devem estar se revirando no túmulo, tamanho o desgosto por sua inexistência. Não acho que precisamos utilizar o português de vosmecê ou de aluguer, mas convenhamos, um pouco de respeito é preciso.
Saber escrever e falar v威而鋼
em do treino através da leitura e escrita. E quem vai aprender a fazer isso se hoje apenas escrevemos, no máximo, 280 caracteres que o twitter permite ou não se lê mais de 3 páginas de um livro quando qualquer busca em sites de pesquisas traz resumo de qualquer livro.
Ainda sou adepta do livro, de folhear páginas de rabiscar e colar lembretes. Livro assim traduz que seu dono fez dele seu companheiro, seu parceiro. Luto constantemente para ficar firme e valente com meus rabiscos. Que assim se mantenha!

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