Texto de Kiki Garavaglia
Situada na Bélgica, do lado flamengo, língua local além do francês, essa romântica cidadezinha tem muita história para contar. Foi o berço da técnica de lapidação de diamantes no século XV. No ano de 1370, Bruges era o principal centro de comércio de diamantes do mundo e, claro, muito rica.

Quando estava na Europa, eu ia muito para Tournai, outra cidade belga, passar uns dias com amigos e sempre tirava um ou dois dias para ir à mini Bruges. Ela é cheia de canais, pontes de pedra cobertas de musgo, com galhos de árvores seculares do tipo “choronas” que acompanhavam os canais. Gostava de ficar no hotel “Duc de Bourgogne”, com apenas dez quartos de irretocável beleza e bom gosto.

Em Bruges, o tempo parou na mais bela época medieval. Ao andar pela cidade, tem-se a sensação de muita paz: tudo é tranquilo, lindo e romântico. Ia sempre ao “Lago do Amor”, Minnewater, e depois ia andando até uma igreja que tem a estátua de Nossa Senhora feita por Michelangelo. Deslumbrante. Em seguida, continuava andando até a Praça do Mercado, onde fica o edifício Belfry, com sua majestosa torre e relógio, um dos símbolos da cidade, e passava pela prefeitura, o Burg, com sua imponente arquitetura.

A Capela do Sangue Sagrado é outra maravilha, obrigatória. Em Bruges, passeia-se de monumento em monumento, pois tudo é perto.

Outra maneira gostosa de percorrer a cidade é nos barquinhos que fazem tours pelos canais. Hiper-romântico.
Outra atividade: comer bem. A cozinha belga é considerada melhor que a francesa. Existem vários bistrôs em volta da Praça do Mercado, com ótimos chefs de cozinha e, comer mexilhões com batatas fritas tomando uma das cem marcas e tipos de cerveja existentes, é inesquecível. A feita da cereja era minha favorita.
A cidade encanta. Se estiver apaixonado, não deixe de ir a Bruges. Se não estiver, não tem problema: vale a pena ir e se apaixonar por ela!
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