Por Kiki Garavaglia
Quando cheguei à vibrante capital da Tailândia, foi como mergulhar em um universo que mistura tradição, espiritualidade e um toque irresistível de modernidade. Bangkok, antes conhecida como Sião, não tem as praias paradisíacas pelas quais a Tailândia é famosa, mas compensa isso com uma energia única e lugares que parecem saídos de um conto mágico.

O Palácio Real foi, sem dúvidas, o ponto alto da minha visita. Construído em 1782 pelo Rei Rama I, o lugar é simplesmente deslumbrante. A grandiosidade é de tirar o fôlego: templos, santuários e estruturas adornadas com detalhes tão ricos que você mal sabe para onde olhar primeiro. O que mais me impressionou foi o ouro. Sim, ouro de verdade — não uma camada superficial, mas 10 centímetros de ouro maciço cobrindo boa parte das estruturas. É inacreditável! Dentro do complexo, fiquei fascinada pelo Buda de Esmeralda, que, além de lindo, tem suas vestes trocadas conforme as estações do ano. É um detalhe pequeno, mas que reflete a riqueza cultural e a espiritualidade tailandesa.
Outro momento especial foi me deparar com o Buda deitado. Ver aquela imensa estátua de mais de 10 metros de comprimento é algo que realmente te faz parar, refletir e simplesmente admirar.
Descobrindo a essência de Bangkok
É impossível falar de Bangkok sem mencionar o Wat Arun, o famoso templo às margens do Rio Chao Phraya. Para chegar lá, cruzei o rio, e devo dizer: a experiência é mágica! O templo em si é maravilhoso, com uma vista incrível da cidade. Já o mercado de Khaosan Road foi um deleite para os sentidos. Imagine um lugar repleto de cores, aromas e texturas, com artesanatos únicos — eu saí de lá com bolsas, tecidos e uma mala cheia de histórias para contar.

Bangkok é caótica, intensa, mas também surpreendentemente espiritual. Foi emocionante observar os tailandeses saudando com o gesto “Wai”, aquele em que as mãos são unidas em frente ao rosto como sinal de respeito. E não posso deixar de mencionar as pequenas “casinhas de espíritos” que aparecem em todos os cantos da cidade, cheias de incensos e oferendas. Essas tradições me tocaram profundamente e me fizeram sentir a alma desse lugar.
Sobrevivendo ao caos — com charme!
Andar pelas ruas de Bangkok é uma aventura por si só. Os carros, motos e os famosos Tuk-Tuks — aqueles triciclos que são praticamente um símbolo da Tailândia — disputam espaço com pedestres em meio a uma sinfonia caótica de buzinas. Pode parecer estressante, mas é nesse caos que a verdadeira essência da cidade se revela.

Bangkok é um destino que tem de tudo: história, cultura, espiritualidade e uma energia que não dá para descrever, só sentir. Se você está planejando uma viagem à Tailândia, não deixe de incluir essa cidade fascinante no seu roteiro.
Ah, e não esqueça: o Palácio Real e os templos não são apenas pontos turísticos. Eles são experiências que ficam gravadas no coração para sempre.
Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeu, deixando elas com os avós. Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste Asiático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…
