Por Michele Vanzella
Brasília (DF), 30 de abril de 2026 — A capital federal foi palco, nesta semana, do lançamento da 2ª edição do livro “Virando Páginas”, realizado no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. O evento reuniu escritoras de diversas regiões do país e autoridades, consolidando a obra como um importante instrumento de voz, representatividade e empoderamento feminino.
Idealizado pela presidente nacional Marta Lívia Suplicy, o livro traz relatos marcantes de superação. Em sua fala, a líder destacou que a obra vai além da literatura, sendo um movimento de transformação social. “Relato também minha história de superações, incentivando todas as mulheres do mundo a tomarem posse do seu destino. É possível, é de direito, é digno”, afirmou. Segundo ela, o objetivo central é dar voz às mulheres que, historicamente, não tiveram oportunidade de se expressar.

Um dos diferenciais desta edição é o conceito colaborativo: cada escritora convidou outra mulher para participar, ampliando o alcance das narrativas e fortalecendo a rede de apoio entre mulheres. Durante a cerimônia, exemplares do livro foram entregues à ministra da Mulher, Márcia Lopes, em um gesto simbólico de reconhecimento à pauta feminina.
As autoras também participaram da marcha da União dos Vereadores do Brasil (UVB), onde reforçaram o debate sobre o papel da mulher na política e a necessidade de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.
Ao encerrar o evento, Marta Lívia Suplicy agradeceu aos presentes e fez um reconhecimento especial à coordenadora em Brasília, Ana Paula, pela organização e acolhimento do grupo.
O lançamento integra as ações da Virada Feminina, movimento que reúne mais de 11 mil mulheres em todo o país, com o lema “Saindo da Discussão e Partindo para a Ação”. A iniciativa atua na promoção da igualdade de gênero, inclusão social, capacitação e fortalecimento da presença feminina em diferentes setores, incluindo o mercado de trabalho e a política.

Durante o evento, a escritora baiana Elizangela Dantas, natural de Uauá, emocionou o público ao compartilhar sua trajetória. “Minha história é a de muitas mulheres que vieram do interior e sonharam. Estar aqui hoje é dar voz a essas meninas e mostrar que o passado não define o futuro”, destacou.
A coordenadora nacional Adriana Ramalho, empresária e ex-vereadora de São Paulo, também reforçou a importância do movimento. Segundo ela, a atuação conjunta fortalece políticas públicas e amplia oportunidades. “É gratificante fazer parte de um movimento que caminha lado a lado, garantindo que as mulheres tenham voz, vez e espaço para atuar em seus nichos”, afirmou.
Mais do que um lançamento literário, o evento simbolizou a força de uma rede que busca não apenas representar, mas incluir e transformar a realidade de milhares de mulheres no Brasil. Interessadas em participar do movimento podem obter mais informações por meio do site oficial da Virada Feminina – https://viradafeminina.org/
