A final da Copa do Mundo de 2026 já entra para a história antes mesmo do apito inicial. No dia 19 de julho, o MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, receberá a decisão do Mundial e, pela primeira vez nas 23 edições do torneio, o intervalo contará com um espetáculo musical nos moldes dos grandes eventos esportivos americanos.
No centro dessa estreia histórica estarão quatro dos artistas mais influentes da música mundial. Madonna, ícone absoluto do pop e referência para diversas gerações; Shakira, dona de alguns dos maiores sucessos ligados ao futebol e presença marcante em eventos da Fifa; o BTS, fenômeno global que revolucionou a indústria musical e conquistou uma legião de fãs em todos os continentes; e Justin Bieber, um dos cantores mais populares da era digital, lideram uma apresentação que promete unir diferentes estilos, culturas e gerações diante de uma audiência estimada em bilhões de telespectadores.
Curadoria de peso
A escolha do elenco artístico ficou a cargo de Chris Martin, vocalista do Coldplay, que atuou como consultor da Fifa ao lado de Phil Harvey. A produção é assinada pela Global Citizen, em parceria com a Live Nation e a Done + Dusted, empresa responsável por grandes espetáculos internacionais, incluindo shows do intervalo do Super Bowl.
O anúncio do projeto havia sido antecipado em março de 2025, quando o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que a decisão de 2026 romperia uma tradição centenária do futebol para incorporar um formato de entretenimento semelhante ao adotado pela NFL. Segundo a entidade, o espetáculo terá 11 minutos e acontecerá sem alterar o tempo regulamentar do intervalo.
Além dos quatro artistas principais, o show contará com participações especiais do cantor nigeriano Burna Boy, do maestro Gustavo Dudamel, do coral nova-iorquino PS22 Chorus e do próprio Coldplay.
Show com propósito social
Mais do que um grande espetáculo, a apresentação faz parte do Fifa Global Citizen Education Fund, iniciativa criada para arrecadar US$ 100 milhões destinados a projetos de educação de qualidade e acesso ao esporte em comunidades vulneráveis ao redor do mundo.
Parte dos recursos já vem sendo obtida por meio da venda de ingressos da Copa do Mundo de 2026: US$ 1 de cada bilhete comercializado é direcionado ao fundo, iniciativa que já ultrapassou US$ 50 milhões arrecadados — metade da meta estabelecida.
O conselho consultivo reúne personalidades de diferentes áreas, entre elas Gianni Infantino, o CEO da Global Citizen, Hugh Evans, o ex-jogador brasileiro Kaká, a lenda do tênis Serena Williams e o cantor The Weeknd, reforçando o alcance internacional da campanha.
Um Mundial histórico
A Copa do Mundo de 2026 já será a maior da história, com 48 seleções, 104 partidas e sedes distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México. A grande final, marcada para as 15h (horário de Miami) e 16h (horário de Brasília), encerrará um torneio iniciado em 11 de junho e promete entrar para a história não apenas pelo futebol, mas também pelo espetáculo dentro e fora das quatro linhas.
Para os milhares de brasileiros que vivem na Flórida e para os fãs espalhados pelo mundo, a decisão reúne ingredientes inéditos: uma final de Copa do Mundo, um elenco formado por alguns dos maiores artistas da música internacional e uma iniciativa social que transforma o maior evento do futebol em uma plataforma global de entretenimento e impacto social.

Franciele Becuzzi escreve sobre música, cultura e tudo o que transforma o dia a dia em experiência — de shows e eventos a séries e descobertas pela cidade. Em Miami, acompanha de perto o que movimenta a cena cultural, com um olhar leve, curioso e atento aos detalhes. Eclética por essência, transita entre diferentes universos e linguagens, compartilhando experiências, referências e dicas que inspiram o leitor a explorar, assistir e viver mais.
