Pela Equipe Editorial da Flórida Review
Com uma história marcada por disciplina, visão de futuro e paixão por desenvolver pessoas, André Behera construiu uma carreira sólida no setor de marketing de rede e vendas diretas, alcançando resultados expressivos em diferentes países e liderando equipes multiculturais. Da quadra de tênis à liderança de redes com mais de 20.000 distribuidores, ele acumula experiências que vão desde grandes eventos internacionais até programas de formação intensiva que transformaram vidas e negócios.
Nesta entrevista exclusiva, realizada pela Florida Review, André compartilha os bastidores de sua trajetória, os desafios enfrentados e os princípios que o guiaram rumo à construção de um legado de impacto e crescimento global.
1. Você começou sua trajetória aspirando o tênis profissional. De que forma a disciplina do esporte influenciou sua carreira em vendas e liderança?
AB: O tênis me ensinou que a repetição leva a excelência, e isso só vem se você estiver comprometido e praticando. Ou você treina todos os dias ou fica pra trás. Também me ensinou a lidar com pressão e a importância do preparo mental, já que no tênis você está sozinho na quadra e precisa tomar decisões rápidas . Levei isso para os negócios: disciplina diária em prospectar, treinar e liderar através do meu exemplo, além de manter o equilíbrio emocional diante das dificuldades e rejeições, que só é possível aplicar no negócio, quando se tem uma visão clara de futuro. Levo comigo uma frase do meu pai: “ A vitória é dos que aprendem a recomeçar sempre.”
2. Qual foi a experiência mais impactante em sua passagem pelo Club Med, e como ela contribuiu para suas habilidades de liderança e comunicação?
AB: No Club Med eu aprendi a lidar com pessoas de dezenas de nacionalidades diferentes, todos os dias. Tinha que conquistar a confiança em minutos, usando empatia e carisma. Isso me deu jogo de cintura para falar com qualquer público. Além disso, ali aprendi que liderar não é mandar: é servir, encantar e inspirar! Se eu quisesse um dia me tornar um Chef de Village, eu deveria ser exemplo no trabalho e me importar com cada pessoa que ali estava e criar um ambiente aonde delas se sentissem bem: pessoas que sentem que são bem tratadas, permanecem nesse ambiente.
3. Ao longo de sua trajetória, você já liderou uma rede com mais de 20.000 distribuidores em diferentes países. Qual foi o maior desafio em liderar equipes tão grandes e multiculturais?
AB: O primeiro maior desafio foi entender que pessoas possuem desejos e necessidades distintas, de acordo com os países que moram, pois carregam hábitos e costumes que variam de região para região, e o que torna ser possível esse modelo de negócio, é o espírito empreendedor de cada um, independente de nacionalidade. O segundo maior desafio é conseguir que, seres humanos tão diferentes e com rotinas muito distintas, consigam trabalhar juntos, acertando e errando, aprendendo e evoluindo, convivendo em comunidade, e posso dizer, é desafiador, mas quando acontece, é mágico!
4. Você replicou o programa “90 Day Challenge”, que aprendeu em Las Vegas com um dos maiores treinadores mundiais. Como surgiu a ideia e qual foi o principal resultado desse projeto?
AB: Conheci esse conceito em um evento em Las Vegas, com Eric Worre, um dos maiores treinadores do marketing de rede. Conheci a história de pessoas que começaram a ganhar 6 , 7 digitos após uma maratona de 90 dias bem feita! Voltei decidido a aplicar no Brasil, adaptando para a nossa realidade. Os empreendedores nesse setor conheciam esse programa, mas não com uma riqueza tão grande de detalhes. O principal resultado for ter implementado a cultura certa no meu time, encontrar grandes líderes, que só “aparecem” se você estiver sendo o exemplo e quase uma década de resultados quem vieram através dessa explosão de energia em um curto período de tempo.
5. Durante sua carreira, você alcançou graduações como Esmeralda na Monavie, Safira Elite na Jeunesse e Embaixador 2.0 na Hive. Qual estratégia foi determinante para essas conquistas?
AB: A estratégia foi colocar o time em primeiro lugar. Sempre trabalhei para formar líderes, não apenas vendedores. Agora, a única maneira de inspirar pessoas a se moverem, é sendo exemplo, é como diz o ditado: “ O que você faz fala tão alto, que o que você diz, ninguém escuta.” Acredito que nesse quesito, sempre fui exemplo para o meu time. Quando você ajuda várias pessoas a baterem suas metas, automaticamente você alcança as suas. Essa mentalidade multiplicadora foi decisiva para acelerar minhas conquistas.
6. Você já ministrou mais de 1.500 palestras e treinamentos. Existe alguma história marcante de transformação pessoal de um participante que você poderia compartilhar?
AB: É difícil escolher uma história específica, pois de verdade, são muitas, tanto em relação as habilidades de criar e conduzir um negócio, quanto na saúde, através do consumo dos produtos com alto valor nutricional. Cada pessoa tem a sua transformação imensurável, única para cada um! Poderia contar a do Marcelo, meu irmão, da área de T.I, e que com as habilidades que adquiriu e desenvolveu ao longo da jornada, fizeram dele um profissional, comunicador e negociador muito melhor dentro da própria área dele, possibilitando prosperar mais e mais. Posso falar do Henry, morava no morro do Salgueiro em São Gonçalo e nunca havia saído do Brasil, indo para O Atlantis Paradise em Bahamas com tudo pago, pelo mérito do seu esforço e crescimento. Posso falar da Juliene, que sofria com a fibromialgia,e que, através do consumo de produtos específicos, pode aumentar drasticamente sua qualidade de vida, e ainda ganhar viagens com tudo pago, fruto do compartilhamento da sua melhora aliado ao seu trabalho bem feito. Posso falar da Thaís, que tinha duas empresas, mãe com pouco tempo com o filho, com dívidas, se desafiando e construindo um grande negócio, que possibilitou se desfazer dos negócios anteriores, ter mais qualidade de vida e viajar pelo mundo com tudo pago com o seu filho!
7. O marketing de rede é um setor que muitas vezes sofre preconceito. Como você lida com a responsabilidade de trazer credibilidade e ética para a área?
AB: Como profissional nesse setor, eu entendo o que a pessoa está falando e a educo em relação ao seu questionamento! Assim como em qualquer setor de negócios, existem empresas boas e ruins, pessoas bem e má intencionadas. Sempre sendo transparente, falando a verdade, sem prometer ganhos ou pouco trabalho para gerar muito resultado. Você é pago proporcionalmente ao mercado consumidor que constrói para a empresa, é muito simples, ela fabrica os produtos, entrega na casa das pessoas e paga em dia pelo faturamento que você gera. Já você, constrói esse mercado consumidor através do relacionamento da sua rede de contatos, por isso a atividade comercial é conhecida como “Marketing de Rede. Nada cai do céu, não existe investir em produtos para começar o negócio e lucrar do nada, existe muito trabalho e dedicação!
8. Atingir mais de US$ 21 milhões em vendas acumuladas é um feito expressivo. Quais fatores você considera fundamentais para construir resultados sustentáveis nesse nível?
AB: Primeiro, visão de longo prazo. Nada grande acontece de um dia para o outro. Segundo, desenvolvendo a liderança do meu time através do meu exemplo e passagem de conhecimento, capacitando cada um com as habilidades necessárias para criar um negócio longevo. Terceiro, criar explosões de energia em curtos períodos de tempo, normalmente uma vez por ano, ou seja, 3 meses de muito trabalho, e 9 meses de follow up, que são gerados desses 3 meses de trabalho.
Vale ressaltar que, nada disso funcionaria se eu não fosse realmente apaixonado pelos produtos que representava! Manter um ambiente saudável entre os empreendedores também foi crucial para manter o negócio saudável e vibrante.
9. Trabalhar em empresas como Jeunesse, Monavie e Hive lhe deu visibilidade internacional. O que mais aprendeu sobre adaptação a diferentes culturas de negócios?
AB: Aprendi que, no fundo, todos querem as mesmas coisas: reconhecimento, crescimento e pertencimento. Mas a forma de entregar isso muda em cada país. Essas experiências me ensinaram a ajustar minha comunicação, respeitar diferenças e, acima de tudo, valorizar pessoas antes de números.
10. Você é fluente em quatro idiomas e ainda domina um intermediário. Como o domínio de línguas diferentes ajudou na sua expansão internacional e conexão com equipes?
AB: Falar na língua da pessoa é falar direto ao coração dela. Isso me ajudou a passar todo o meu conhecimento para empreendedores independente da barreira que o idioma diferente pode causar, e ajudar as pessoas do meu time que tinham equipe fora do Brasil e precisavam desse suporte.
11. Em empresas multinacionais, você teve acesso a jantares de gala, premiações e viagens de reconhecimento. Como esses incentivos influenciam a motivação das equipes?
AB: Esses incentivos transformam a estima das pessoas. Para muitos era a primeira vez viajando de avião ou sendo reconhecidos em público. Quando alguém pisa num palco internacional ou viaja num cruzeiro, resort, pago pela empresa, a vida dela nunca mais é a mesma. Isso motiva não só o indivíduo, mas todo o time. Pude levar mais de 20 empreendedores do meu time para Dubai, mais de 120 para Cancún , mais de 150 para Bahamas, etc etc! É transformador.
12. Liderar novos empreendedores exige sensibilidade. Quais são os primeiros passos que você recomenda para quem deseja ingressar em marketing de rede e vendas diretas?
AB: Primeiro: tenha clareza do “porquê” você está começando um novo negócio, o que você pode conseguir com essa atividade que você não consegue mantendo sua atividade profissional apenas. Segundo: seja ensinável, para o seu negócio prosperar, é imprescindível praticar as habilidades que lhe serão ensinadas. Terceiro: tenha calma no começo, muitas pessoas ficam empolgadas com tantas possibilidades, que elas saem “vomitando” informações para as pessoas em qualquer momento, qualquer ambiente, e tudo tem a hora certa de fazer. Organize sua agenda, preencha os horários de trabalho destinados ao negócio, seja o seu melhor consumidor do seu negócio e escute aquelas que tem interesse genuíno no seu sucesso e já trilharam esse caminho! Esteja cercado de pessoas que te puxam para cima, e se afaste daquele que apenas sugam sua energia, é como diz o ditado:”Diga-me com quem andas, que lhe direi quem és.”
13. Olhando para o futuro, como você enxerga a evolução do setor de bem-estar e vendas diretas nos próximos 5 a 10 anos?
AB: Vejo um crescimento gigante porque saúde e bem-estar são tendências globais. As pessoas estão mais conscientes sobre longevidade e qualidade de vida. Além disso, a venda direta vai se tornar cada vez mais digital, integrada a inteligência artificial e redes sociais, mas mantendo o valor insubstituível do relacionamento humano.
14. Quais dicas você pode dar para um empreendedor ter sucesso nesse setor?
AB: Já falamos sobre algumas, mas vou dar 3 dicas que aprendi com Richard Branson em um evento em Las Vegas , dono da Virgínia Group e outras empresas. O empreendedor, não só nesse setor mas, como em qualquer outro, precisa estar disposto a 3 coisas. A primeira, estar disposto a investir dinheiro, e a maioria já trava nesse ponto, pois acham que tem que trabalhar para receber, e isso está certo, se no caso for um emprego, não em um negócio! Segundo, estar disposto a investir tempo, mais do que a maioria das pessoas, porque você quer vôos mais altos, e a terceira, estar disposto a cair várias vezes, pois assim é para aquele lá que tem sucesso em qualquer área, errar é igual a progresso, é progresso é igual a sucesso, o certo é fazer, o errado é não fazer.
15. Por fim, se pudesse resumir sua filosofia de liderança em uma frase ou princípio, qual seria?
AB: “Liderar é servir.” Quanto mais você ajuda outras pessoas a realizarem seus sonhos, mais rápido você realiza os seus.
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