Autor: Carolina Leitão

Especialista em transição de carreira e desenvolvimento profissional, com uma trajetória construída entre Brasil e Estados Unidos. Com mais de duas décadas em Recursos Humanos, acompanho de perto o movimento das pessoas em busca de novos caminhos — algo profundamente humano e, ao mesmo tempo, cada vez mais global. Colunista da Florida Review na coluna de Carreira, também sou professora em cursos de especialização e consultora à frente do ICT (International Career Transition), onde apoio brasileiros a entender o mercado americano, construir oportunidades e encontrar direção em momentos de mudança. Acredito que clareza, estratégia e conexões transformam destinos.

Você passou pelo primeiro filtro. Seu currículo chamou a atenção, seu perfil fez sentido, e então vem o próximo passo — a entrevista. É nesse momento que muitos profissionais ainda operam de forma tática, quando deveriam estar pensando de forma estratégica. A maioria entra em uma entrevista focada em responder bem. Ensaiam histórias, revisam experiências, tentam prever perguntas. Tudo isso é importante, claro. Mas no mercado americano, isso representa apenas metade da equação. A outra metade — e muitas vezes a mais decisiva — está nas perguntas que você faz. Porque aqui vai um ponto que muda o jogo: as…

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Existe uma diferença silenciosa entre o mercado brasileiro e o mercado americano que muitos profissionais só descobrem quando já estão diante do entrevistador: aqui, entrevista não é conversa. É processo. E processo exige preparação. Não basta pesquisar o site da empresa e decorar sua missão. Não basta repetir que você é resiliente, proativo ou apaixonado pelo que faz. No mercado americano, a entrevista é estruturada para medir competência, clareza de raciocínio e impacto real. Ela é, acima de tudo, um teste de posicionamento. O primeiro erro comum é acreditar que a preparação começa estudando a empresa. Na verdade, ela começa…

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Em um mercado que muda em tempo real, o que as empresas realmente estão avaliando vai muito além do currículo. Recentemente, ao ler um artigo de Johnny C. Taylor Jr., CEO da Society for Human Resource Management, ficou ainda mais evidente algo que, na prática, já se manifesta todos os dias no mercado americano: a resiliência deixou de ser uma qualidade desejável. Ela se tornou uma condição para permanecer relevante. Durante muito tempo, carreira foi sinônimo de estabilidade. Havia um certo conforto na previsibilidade, na construção linear, no domínio progressivo de uma área específica. O crescimento seguia uma lógica quase…

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O retorno ao essencial: por que o básico voltou a definir processos seletivos nos Estados Unidos. Em um mercado cada vez mais tecnológico, são os comportamentos mais simples — e muitas vezes negligenciados — que estão determinando decisões de contratação Em meio a tantas discussões sobre inteligência artificial, automação e novas ferramentas aplicadas ao recrutamento, existe um movimento mais silencioso — e talvez mais relevante — acontecendo no mercado de trabalho americano. Enquanto a tecnologia avança e amplia possibilidades, os critérios humanos se tornam ainda mais evidentes, quase como um contraponto necessário a esse cenário de aceleração. Na prática, o…

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No artigo de hoje, tenho o prazer de compartilhar a trajetória da Michelle, uma profissional com mais de duas décadas de experiência em marketing estratégico e comunicação, que construiu sua carreira transitando por diferentes contextos culturais e profissionais — do ambiente de agências ao mundo corporativo, passando por uma das marcas mais reconhecidas do planeta. Michelle viveu e trabalhou no Brasil, na Austrália e, há mais de uma década, nos Estados Unidos. Ao longo dessa jornada, acumulou experiências em ambientes altamente competitivos e globais, incluindo sua atuação na The Walt Disney Company, onde aprofundou sua visão sobre construção de marca,…

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Atuando na área de desenvolvimento de carreira aqui nos Estados Unidos, tive a oportunidade de conhecer profissionais de diferentes áreas que decidiram atravessar fronteiras para construir uma nova etapa de suas trajetórias. Cada história revela desafios únicos, mas também um elemento em comum: a necessidade de reposicionar a própria carreira dentro de um novo sistema profissional, cultural e econômico. Ao longo desse caminho, percebo cada vez mais que uma carreira internacional raramente acontece por acaso. Ela exige estratégia, adaptação e, principalmente, disposição para reaprender. No artigo de hoje, tenho o privilégio de compartilhar a trajetória da Karine, uma profissional da…

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Atuando há alguns anos na área de carreira aqui nos Estados Unidos, tive o privilégio de acompanhar trajetórias de profissionais extremamente qualificados que decidiram atravessar fronteiras — não apenas geográficas, mas profissionais, culturais e emocionais. Migrar de país já é, por si só, um movimento de coragem. Migrar de carreira dentro de um novo sistema é um projeto estratégico. Ao longo dessa jornada, conheci muitos profissionais resilientes, preparados e comprometidos com a própria evolução. Mas hoje quero dividir com vocês a história de alguém que representa com muita clareza o que significa reconstruir uma trajetória com consistência, humildade e visão…

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Há uma diferença silenciosa entre mudar de carreira e recomeçar em outro país. Mudar pode ser escolha. Recomeçar, muitas vezes, é realidade. Janine Martins Figueiredo construiu uma carreira sólida na área de marketing no Brasil. Tinha experiência consolidada, posição de gestão, relacionamento com executivos de alto nível e uma rede profissional construída ao longo de anos. Quando se mudou para os Estados Unidos por conta da transferência profissional do marido, não trouxe apenas malas — trouxe repertório, bagagem e uma trajetória consistente. Mas trouxe também um desafio comum a muitos profissionais brasileiros que vivem esse movimento: começar de novo, em…

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Sempre que uma nova tecnologia chega ao mercado de trabalho, ela provoca o mesmo movimento: entusiasmo, medo e uma corrida para aprender a usar antes de todo mundo. Mas, olhando para trás, a história é bastante consistente. Ferramentas nunca construíram carreira. Elas apenas tornaram mais visível quem já tinha base — e quem não tinha. A inteligência artificial está fazendo exatamente isso. O mercado de trabalho continua valorizando o que sempre valorizou: clareza de pensamento, capacidade de resolver problemas reais, comunicação consistente e entrega confiável. O que mudou não foi o fundamento da carreira, mas o ambiente em que ela…

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Crescimento de carreira raramente acontece por acaso ou por um único grande salto. Na maioria das trajetórias consistentes, ele é o resultado de decisões silenciosas, repetidas ao longo do tempo, especialmente na escolha das habilidades que um profissional decide desenvolver. As habilidades que realmente impulsionam uma carreira não são, necessariamente, as mais comentadas ou as que aparecem nas listas de tendências do momento. São aquelas que se acumulam, que ganham força à medida que a experiência aumenta e continuam relevantes mesmo quando cargos, ferramentas e mercados mudam. Muitos profissionais investem energia em competências que oferecem ganhos rápidos, mas que têm…

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Um erro comum entre profissionais que chegam aos Estados Unidos é tratar o currículo como uma narrativa pessoal — ou como uma contextualização detalhada do que faziam profissionalmente. No mercado americano, o resume cumpre outra função. Ele não existe para explicar quem você é, mas para responder, de forma rápida e objetiva, se você resolve aquele problema. O currículo americano sempre foi pragmático. Ele não nasceu para emocionar, justificar trajetórias ou oferecer longas explicações. Nasceu para apoiar decisões rápidas, muitas vezes tomadas em poucos segundos, por recrutadores que analisam dezenas de perfis em sequência. Por isso, sua estrutura já começa…

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Para muitos profissionais que constroem — ou estão começando a construir — carreira nos Estados Unidos, o maior choque não está no idioma, ou na competitividade do mercado. Ele surge de forma mais sutil, porém decisiva: na maneira como o valor profissional é percebido, avaliado e mensurado. E esse é um dos pontos em que profissionais brasileiros mais frequentemente se equivocam. Em muitos países, o esforço ainda ocupa um lugar central na definição de um bom profissional. Trabalhar longas horas, demonstrar dedicação constante, “dar o sangue” pelo trabalho. Essa lógica tem raízes culturais profundas e, no Brasil, está fortemente associada…

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