Autor: Carolina Leitão

Especialista em transição de carreira e desenvolvimento profissional, com uma trajetória construída entre Brasil e Estados Unidos. Com mais de duas décadas em Recursos Humanos, acompanho de perto o movimento das pessoas em busca de novos caminhos — algo profundamente humano e, ao mesmo tempo, cada vez mais global. Colunista da Florida Review na coluna de Carreira, também sou professora em cursos de especialização e consultora à frente do ICT (International Career Transition), onde apoio brasileiros a entender o mercado americano, construir oportunidades e encontrar direção em momentos de mudança. Acredito que clareza, estratégia e conexões transformam destinos.

Existe uma pergunta que acompanha quase todo jovem durante a faculdade: “O que você quer fazer da vida?” É uma pergunta aparentemente simples, mas que pode carregar um peso enorme. Como se, aos 18, 20 ou 22 anos, já fosse necessário saber qual profissão seguir, em qual empresa trabalhar, qual cargo alcançar e onde estar daqui a dez anos. A realidade é que poucas carreiras acontecem dessa maneira. Quando observamos profissionais que hoje ocupam posições de liderança, empreendem, trabalham em grandes organizações ou simplesmente construíram trajetórias que admiramos, dificilmente encontramos uma linha reta. Existem mudanças de direção, oportunidades inesperadas, decisões…

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Uma conversa neste final de semana me trouxe uma reflexão sobre carreira.Durante a conversa, ouvi de uma amiga uma explicação para o fato de não ter alcançado osucesso profissional que imaginava: ela não havia feito o curso de Engenharia que gostaria deter feito. A frase ficou comigo.Não porque a formação acadêmica não seja importante. Ela é. Existem profissões emque a formação técnica é, inclusive, condição para exercer aquela atividade. Medicina,Fisioterapia, Engenharia e tantas outras são exemplos claros disso.Mas será que podemos atribuir o sucesso — ou a falta dele — de uma carreira inteira aodiploma que escolhemos anos atrás?Principalmente quando…

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Receber uma proposta de emprego costuma ser um momento de entusiasmo. Depois de entrevistas, conversas, expectativas e, muitas vezes, semanas ou meses de busca, finalmente chega o tão esperado “sim”. E é justamente nesse momento que o profissional precisa fazer algo que nem sempre é fácil: sair da posição de candidato e assumir a posição de quem também está escolhendo. Durante um processo seletivo, é natural concentrarmos grande parte da nossa energia em sermos escolhidos. Queremos demonstrar nossas competências, contar nossas experiências, causar uma boa impressão e mostrar que somos a pessoa certa para aquela posição. Mas existe uma mudança…

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Quando pensamos na palavra “aposta”, normalmente pensamos em risco, incerteza e na possibilidade de ganhar ou perder. Mas, olhando para a nossa trajetória profissional, talvez estejamos fazendo apostas com muito mais frequência do que imaginamos. Aceitar um novo trabalho é uma aposta. Mudar de empresa é uma aposta. Trocar de área, começar uma carreira em outro país, aceitar uma posição diferente daquela que você ocupava anteriormente, investir em uma formação ou simplesmente decidir permanecer onde está também são apostas. A diferença é que, na carreira, não deveríamos apostar apenas na oportunidade. Precisamos aprender a apostar em nós mesmos. Ao longo…

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Todos nós já vimos essa situação acontecer. Dois profissionais possuem formações semelhantes, passaram por empresas igualmente reconhecidas, lideraram equipes de tamanho parecido e acumulam décadas de experiência. Ainda assim, quando surge uma oportunidade estratégica, um deles recebe a ligação do recrutador, enquanto o outro continua esperando por uma resposta que nunca chega. A explicação mais comum costuma ser que um deles “teve mais sorte” ou “conhecia as pessoas certas”. Embora esses fatores possam influenciar, eles raramente explicam a decisão por completo. Existe um elemento muito mais poderoso — e frequentemente invisível — presente em praticamente todas as grandes decisões de…

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A final da Copa do Mundo sempre nos lembra de uma verdade difícil de aceitar: depois de semanas de preparação, esforço, estratégia e superação, apenas uma seleção levanta a taça. Para todas as outras, ficam o aprendizado, a frustração e, principalmente, a preparação para o próximo ciclo. Curiosamente, o mercado de trabalho funciona de maneira muito parecida. Em um processo seletivo, normalmente existe apenas um profissional escolhido para aquela vaga. Os demais candidatos, muitas vezes extremamente qualificados, recebem apenas uma resposta: “Seguimos com outro candidato.” É natural sentir a decepção. Afinal, ninguém se prepara para perder. Mas existe uma diferença…

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Quem está em busca de uma oportunidade no mercado americano costuma dedicar muitotempo preparando o currículo, atualizando o LinkedIn e estudando para as entrevistas. Masexiste um momento importante que muitas vezes passa despercebido: a primeira ligação dorecrutador. Ela costuma acontecer quando menos esperamos. Você está dirigindo, fazendo compras,trabalhando ou resolvendo alguma tarefa do dia a dia e, de repente, o telefone toca. Do outrolado da linha, alguém se apresenta como recrutador e diz que gostaria de conversar sobre umaoportunidade. Para muitos candidatos, esse momento gera ansiedade. O nervosismo aparece, as palavrasparecem desaparecer e surge a sensação de que é preciso…

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Talvez por ter vivido parte da minha vida no esporte, sempre que observo um atleta de alto rendimento, minha atenção não está voltada para o pódio, mas para tudo o que aconteceu antes dele. Não é a medalha ou o troféu. Muito menos o momento em que ele comemora uma vitória diante de milhares de pessoas. O que mais me impressiona é tudo aquilo que ninguém vê. Os treinos repetitivos. As manhãs em que acordar cedo não era uma escolha. As derrotas que serviram como aprendizado. Os dias em que o resultado não apareceu, mas, ainda assim, o treino continuou. O esporte…

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Nos últimos dias, enquanto acompanhava alguns clientes em seus processos seletivos e assistia à Copa do Mundo, fiquei pensando em como, muitas vezes, somos rápidos em interpretar um resultado como definitivo. No futebol, um time pode entrar em campo muito bem preparado, criar oportunidades, dominar boa parte da partida e, ainda assim, terminar o jogo sem a vitória. Isso não significa, necessariamente, que aquela equipe seja inferior ou que todo o trabalho realizado até ali tenha perdido o valor. Significa apenas que, naquele dia, naquele contexto, o resultado não foi o esperado. Ainda assim, a competição continua. No mercado de…

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A Copa do Mundo sempre desperta algo especial. Durante algumas semanas, o mundo inteiro para para acompanhar seleções formadas por alguns dos melhores jogadores do planeta. São atletas talentosos, experientes, acostumados à pressão e preparados para competir no mais alto nível. Mas quem acompanha futebol sabe que talento, sozinho, nunca garantiu título. Muitas vezes, a seleção favorita fica pelo caminho. O time com os nomes mais conhecidos nem sempre chega mais longe. E, de repente, uma equipe menos comentada surpreende porque entra em campo mais organizada, mais disciplinada, mais conectada e mais preparada para aquele momento. E talvez seja exatamente…

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Este final de semana foi um dos mais difíceis da minha vida. Perdi minha mãe. Em meio à dor da despedida, aos reencontros familiares e às inúmeras demonstrações de carinho que recebemos, uma reflexão ficou muito presente em minha mente. Ao longo da nossa vida profissional, dedicamos anos ao desenvolvimento da nossa carreira. Estudamos, aprendemos, assumimos desafios, buscamos crescimento, alcançamos resultados e construímos uma trajetória da qual nos orgulhamos. Falamos sobre cargos, metas, promoções, liderança e conquistas. E tudo isso tem, sem dúvida, seu valor. Mas, diante de momentos que realmente nos fazem parar e olhar para a vida com…

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Lendo o artigo “As Careers Get Longer, Midcareer Work Needs to Change”, da pesquisadoraLynda Gratton, publicado em maio de 2026, fui levada a refletir sobre uma realidade queobservo diariamente no meu trabalho com profissionais brasileiros que buscam oportunidadesno mercado americano.Durante muitos anos, a carreira profissional seguia um roteiro relativamente previsível: estudar,construir experiência, crescer dentro de uma organização, alcançar posições de liderança e,eventualmente, se aposentar. Mas essa lógica já não representa a realidade da maioria dosprofissionais. Hoje, é cada vez mais comum encontrarmos pessoas trabalhando até os 70 anos ou mais. Issosignifica que alguém aos 45 ou 50 anos não está…

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