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Opinião

Pouco Mais de 50 anos

Por Gabriela Streb gabistreb@brturbo.com.br
Gabriela Streb

Por Gabriela Streb

advgabrielastreb@gmail.com

A Segunda Guerra Mundial começou em 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia, terminou em 45 e, até aqui, se foram pouco mais de 50 anos.

A diferença na vida das pessoas da década de 40/50 é gritante, se comparada aos dias de hoje. Soldados, sem qualquer equipamento adequado, enfrentaram a chuva, o frio e a neve.

Não haviam botas especiais, capacetes leves, roupa adequada, que tornaria a vida dos soldados mais protegida. Hospitais sem tecnologia, médicos e enfermeiros atendendo todos os males.

Foi aí que surgiu a Penicilina. Soldados foram usados como testes nessa nova droga. Estima-se que 85 milhões de pessoas morreram.

Quem sobreviveu, teve que ajudar a construir cidades arrasadas. Tempos difíceis fizeram homens e mulheres fortes. Essa geração trabalhou muito, poupou, comeu o que tinha, criou a geração seguinte, que equiparo à dos meus pais.

Essa nova geração teve filhos e os criou, protegendo-os. Ficou entre o rigorismo dos avós e a liberdade dos netos. A geração dos meus pais e, talvez até a minha, criou tempos fáceis para a próxima.

O mundo, a vida, o cotidiano mudou: todos têm acesso a tudo, internet invadiu todos os lares, o dinheiro foi substituído por cartões de plásticos, carros com airbags mais seguros do que os velhos, condenados por levarem crianças no banco de trás, sem cinto de segurança ou cadeirinhas.

Tempos fáceis vieram e, com ele, todas as oportunidades às futuras gerações. Parece-me que tempos fáceis criaram homens e mulheres fracos, despreparados, sozinhos e individualistas.

A adolescência está além dos 30 anos. A geração de outrora, que sonhava em morar sozinha, perdeu força para os filhos que não querem mais sair do ninho. Geração cheia de dilemas, estresse e mimimi.

Conheci um jovem, que tinha como objetivo ficar rico. Sempre com uma ideia maravilhosa, abrir uma boate, um posto de combustível. Não tinha capital, mas tinha o pai.

O planejamento – uma redação, cujo título e introdução era: “Vou ficar rico”. O desenvolvimento não existia. E a conclusão era “fiquei rico”.

Realmente, não sei o que deu deste rapaz, tomara que tenha um pai com vida longa ou tenha achado um bilhete premiado.

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Just over 50 years

By Gabriela Streb

advgabrielastreb@gmail.com

 

World War II began in 1939, when Germany invaded Poland, ended in 45, and, so far, it has been just over 50 years.

The difference in the lives of people in the 40s and 50s is stark compared to today. Soldiers, without any proper equipment, faced the rain, cold, and snow.

There were no special boots, light helmets, proper clothing, which would make soldiers’ lives more protected. Hospitals without technology, doctors, and nurses taking care of all ills.

That was when Penicillin appeared. Soldiers were used as tests on this new drug. It is estimated that 85 million people died.

Whoever survived had to help build devastated cities. Difficult times have made men and women strong. This generation worked hard, saved, ate what they had, created the next generation, which I equate to that of my parents.

This new generation had children and raised them, protecting them. It was between the rigor of grandparents and the freedom of grandchildren. My parents’ generation, and maybe even mine, created easy times for the next one.

The world, life, everyday life has changed: everyone has access to everything, the internet has invaded every home, money has been replaced by plastic cards, cars with safer airbags than the old ones, condemned for taking children in the back seat, without seat belts or car seats.

Easy times have come and, with it, all opportunities for future generations. It seems to me that easy times have created men and women who are weak, unprepared, alone, and individualistic.

Adolescence is beyond 30 years. The generation of yore, who dreamed of living alone, has lost the strength to children who no longer want to leave the nest. A generation is full of dilemmas, stress, and mimimi.

I met a young man, whose goal was to get rich. Always with a wonderful idea, open a nightclub, a gas station. He had no capital, but he had his father.

The planning – an essay, whose title and introduction was: “I’m going to get rich”. Development did not exist. And the conclusion was “I got rich”.

I don’t know what happened to this boy, I hope he has a long-lived father or has found a winning ticket.

 

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