Texto de Kiki Garavaglia
Quando penso em sol, mar, beleza longe do Brasil, na mesma hora penso nas Ilhas Eólias, de preferência na menor e mais antiga delas: Panaréa, ao norte da Sicília no mar Egeu.
Me visualizo num lindo barco à vela, com uma leve brisa, mergulhando num mar cristalino e saindo para nadar junto com peixinhos coloridos — mas atenta às majestosas medusas que deslizam à minha volta e queimam muito!
Chego até Cala (Baía) Degli Zimmari, a única praia de areias brancas. A maioria das outras praias são de areias escuras ou de pedrinhas… e me deito nas areias escaldantes ao sol.
A praia mais famosa de Panaréa é a Cala Junco. A praia Calacara tem águas sulfurosas tão quentes que é meio “aflitivo”! Prefiro a Cala Degli Zimmari mesmo, senão teria que usar os “sapatinhos” de borracha para poder andar nos pedregulhos até o mar. Como sou carioca, gosto de sentir a areia deslizando pelos meus pés e me deitar fazendo um “travesseirinho” para a cabeça.
Não fico muito tempo nadando e tostando no sol, pois não quero perder o delicioso almoço de frutos do mar frescos a bordo, com um bom vinho branco gelado que me fará fazer uma “restauradora siesta” depois.
O fim da tarde será no Porto de San Pietro, o principal porto onde todos vão passear pelas ruelas da cidade, que formam labirintos floridos com jardins e terraços cheios de oliveiras. Quase todas as casinhas e lojas são pintadas de branco, e as portas e janelas, azuis.
As butiques nessas casinhas são maravilhosas. O único problema é que tudo é muito caro em Panaréa!
Existem vários clubes que oferecem ginástica, excelentes spas, além de eventos culturais. Há até um museu no Porto de San Pietro que, sendo a mais antiga das ilhas habitadas, tem um passado histórico — inclusive com peças da Idade do Bronze.
Outro passeio gostoso é caminhar pela ilha. Ela é pequena, só tem 3 quilômetros, cheia de enseadas, falésias altas e recortadas. As vistas são deslumbrantes, dando para a ilha de Stromboli, que tem um dos vulcões mais ativos da Itália. Ele está em atividade há pelo menos 2 mil anos, expelindo lava de sua cratera!
À noite, há muitas festas e boates, sempre cheias de pessoas lindas e chiques dançando freneticamente até o sol raiar. Não sei como aguentam!

Dani Silverio é comunicadora e profissional de marketing, movida pela paixão por cultura, esporte e lifestyle como ferramentas de conexão. Seu trabalho une curadoria, storytelling e sensibilidade editorial para aproximar a comunidade brasileira da cena vibrante da cidade.
Com passagem por coberturas de arte, design, eventos esportivos e experiências locais, Dani desenvolveu um olhar atento aos detalhes e uma linguagem acessível, capaz de traduzir grandes acontecimentos em narrativas próximas e relevantes. Entre bastidores e tendências, seu foco está em contar histórias que criam pertencimento, ampliam repertório e fortalecem pontes entre Miami e o público brasileiro.