Hayden Panettiere, uma das atrizes mais conhecidas de sua geração em Hollywood, morreu de forma repentina no último domingo, aos 36 anos, em um apartamento na cidade de Greenville, na Carolina do Sul. Ela foi encontrada em parada cardíaca e sem resposta, e as tentativas de reanimação não tiveram sucesso. A morte súbita e sem explicação aparente levou a Drug Enforcement Administration (DEA) a se juntar às investigações paralelas abertas para esclarecer o que realmente aconteceu. A DEA é a agência federal dos Estados Unidos responsável por combater o tráfico e o uso ilegal de drogas — algo como uma “polícia federal antidrogas” americana. Sua entrada em um caso normalmente indica que as autoridades suspeitam de alguma ligação entre a morte e substâncias controladas, sejam elas ilícitas ou medicamentos obtidos de forma irregular.
O que se sabe até agora
Segundo boletim policial obtido pela imprensa americana, quem acionou o serviço de emergência foi o namorado de Hayden em relacionamento intermitente, Brian Hickerson, junto com o irmão dele, Zach. Os dois estavam no apartamento quando a atriz foi encontrada sem sinais vitais. Hickerson chegou a entregar às autoridades uma sacola com medicamentos que, segundo ele, Hayden vinha tomando.
As autoridades chegaram a cumprir um mandado de busca no imóvel onde ela foi encontrada, e na quarta-feira policiais fizeram uma verificação em um endereço ligado aos irmãos Hickerson na Carolina do Sul, mas ninguém atendeu.
Resultados preliminares da autópsia não apontaram sinais de trauma que possam ter contribuído para a morte da atriz, o que reforça a linha de investigação voltada para a possível relação com substâncias controladas — daí a entrada da DEA no caso.
A queridinha de Hollywood
Poucas atrizes construíram uma relação tão próxima com o público quanto Hayden Panettiere. Criada diante das câmeras desde criança, ela cresceu junto com gerações de fãs, que a acompanharam da fofura infantil das novelas até os papéis marcantes que a consagraram como uma das caras mais queridas de sua geração em Hollywood. Essa relação afetiva se aprofundou justamente pela forma como ela se manteve acessível e humana ao longo dos anos: falava abertamente sobre suas dificuldades, dividia bastidores de sua vida pessoal e nunca escondeu as cicatrizes por trás da fama. Foi essa disposição de se mostrar vulnerável — sobre vício, maternidade e saúde mental — que transformou uma “queridinha de Hollywood” em alguém com quem o público sentia que podia se identificar de verdade.
Uma carreira que começou na infância
Nascida em Nova York, Hayden começou a atuar ainda criança, estreando na novela “One Life to Live” aos 4 anos. Ganhou projeção mundial ao contracenar com Denzel Washington no filme “Duelo de Titãs” (2000) e, anos depois, se consagrou no papel de Claire Bennet na série “Heroes”, da NBC.
Foi como a cantora country Juliette Barnes, na série “Nashville”, que Hayden recebeu duas indicações ao Globo de Ouro — um dos papéis mais marcantes de sua carreira.
As declarações recentes sobre vício e maternidade
Semanas antes de morrer, Hayden havia falado publicamente sobre seu passado de dependência química. Em entrevista à revista People em 2022, ela relatou que começou a tomar remédios ainda aos 15 anos, antes de entrevistas de trabalho, e que depois passou a beber e usar opioides ocasionalmente conforme a carreira avançava. A atriz chegou a revisitar essa fase de sua vida no livro de memórias “This Is Me: A Reckoning”.
Ela também havia falado recentemente sobre a decisão de deixar a filha, Kaya, morar na Europa com o pai, o ex-campeão mundial de boxe peso-pesado Wladimir Klitschko. Hayden disse que optou por não brigar pela guarda porque acreditava que uma disputa judicial machucaria a menina, e que preferiu garantir que a filha tivesse uma vida estável ao lado do pai.
O legado como ativista
Pouco antes de morrer, Hayden também gravou uma campanha ao lado da PETA (organização de defesa dos direitos dos animais) condenando o cativeiro de golfinhos e outros mamíferos marinhos. O vídeo foi divulgado pela organização após sua morte, como uma homenagem à atriz, que defendia a causa há quase duas décadas.
Seu ativismo ganhou repercussão internacional em 2007, quando, aos 18 anos, ela nadou em águas próximas a Taiji, no Japão, para confrontar caçadores de golfinhos durante a temporada de caça — episódio que acabou retratado no documentário vencedor do Oscar “A Enseada” (“The Cove”).
O que vem a seguir
Com a DEA agora envolvida no caso, a investigação sobre a morte de Hayden Panettiere segue em aberto, e novas informações são esperadas conforme os laudos toxicológicos completos forem divulgados.

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