Por Dra. Mônica Martellet
Farmacêutica Esteta | PhD em Biotecnologia em Saúde | Mestre em Nanotecnologia
CEO da Clínica Dra. Mônica Martellet Estética Avançada
Professora Universitária e Coordenadora de Pós-graduação em Estética Clínica
Palestrante | Pesquisadora | Colunista da Florida Review Magazine, Miami
Na estética facial, uma das dúvidas mais comuns é: “Qual procedimento eu devo fazer?”
A resposta, na verdade, começa com outra pergunta: “O que realmente está incomodando e por que isso aconteceu?”
Toxina botulínica, preenchimentos e bioestimuladores não são tratamentos concorrentes. Eles atuam de maneiras diferentes e, quando bem indicados, podem fazer parte de um planejamento facial individualizado.
Toxina botulínica: quando o movimento é o protagonista.
As linhas de expressão surgem, em grande parte, pela contração repetitiva da musculatura facial. A toxina botulínica atua reduzindo temporariamente essa atividade muscular, suavizando determinadas linhas e prevenindo que elas se aprofundem.
É especialmente utilizada em regiões como testa, glabela e área periocular, sempre considerando a anatomia, a força muscular e a expressão individual de cada paciente.
O objetivo não deve ser “paralisar o rosto”, mas preservar a expressão e proporcionar um resultado equilibrado.
Preenchimento: quando falta estrutura ou volume.
O ácido hialurônico e outros materiais preenchedores podem ser utilizados para restaurar volume, melhorar contornos e proporcionar suporte a determinadas estruturas faciais.
Mas preencher não significa simplesmente colocar volume onde existe uma depressão.
Com o envelhecimento, acontecem alterações na pele, na gordura, nos músculos e até na estrutura óssea. Por isso, o preenchimento precisa ser planejado de acordo com a anatomia e com as proporções do rosto.
Em muitos casos, menos produto e mais estratégia produzem resultados mais naturais.
Bioestimuladores: quando o objetivo é estimular a própria pele.
Os bioestimuladores de colágeno têm como proposta estimular uma resposta biológica que favoreça a produção de colágeno ao longo do tempo, contribuindo para a melhora da qualidade, firmeza e sustentação da pele, dependendo do produto utilizado.
É uma abordagem especialmente interessante para quem busca melhorar a qualidade da pele e combater sinais relacionados à perda de colágeno.
E aqui existe uma diferença importante: bioestimulador não é sinônimo de preenchimento. Cada categoria possui indicações, mecanismos de ação e objetivos diferentes.
E quando os três são utilizados?
É justamente aí que entra o conceito de planejamento facial.
Uma paciente pode apresentar linhas relacionadas à contração muscular, perda de volume e redução da qualidade da pele ao mesmo tempo. Nesse cenário, utilizar apenas um procedimento pode não ser suficiente para tratar todas as necessidades.
A combinação pode ser indicada, mas isso não significa que todos precisem fazer tudo.
A verdadeira sofisticação da estética está em saber o que fazer, onde fazer, quanto fazer e, principalmente, o que não fazer.
Mais do que escolher entre toxina, preenchimento ou bioestimulador, o paciente precisa de uma avaliação individualizada.
Tudo começa no diagnóstico.
