Texto de Kiki Garavaglia
Ao visitar a cidade de Agrigento, na Sicília, sul da Itália, é impossível não se impressionar com a grandiosidade do famoso Vale dos Templos. Construídos há mais de 2.500 anos, os monumentos da antiga civilização grega revelam uma sociedade poderosa, rica e profundamente ligada às suas crenças religiosas.
Mas existe um aspecto pouco conhecido dessa história: os rituais dedicados à deusa Deméter, considerada a protetora da fertilidade, da agricultura e dos casamentos.
Todos os anos, mulheres casadas pertencentes às famílias mais respeitadas da cidade participavam de uma celebração chamada Tesmofória, um festival exclusivamente feminino que tinha como objetivo homenagear a deusa e pedir prosperidade, fertilidade e abundância para suas famílias.

Durante três dias, as participantes permaneciam afastadas da vida cotidiana e seguiam uma série de rituais simbólicos ligados à fertilidade. O período incluía momentos de recolhimento, práticas religiosas e cerimônias destinadas a reforçar a conexão com a natureza e com os ciclos da vida.
No encerramento das festividades, grandes banquetes reuniam a comunidade. Alimentos moldados em formas simbólicas relacionadas à fertilidade faziam parte das celebrações, representando a importância da continuidade da vida e da prosperidade para a sociedade da época.
As festividades também incluíam procissões pelas ruas da cidade, onde símbolos religiosos e objetos cerimoniais eram exibidos publicamente como parte dos rituais dedicados à deusa.
O que hoje pode parecer ousado ou incomum deve ser entendido dentro do contexto cultural e religioso da Grécia Antiga. Para aquelas comunidades, esses costumes não eram vistos como algo escandaloso, mas como expressões legítimas de fé, fertilidade e devoção.
A história nos lembra que muitas das discussões modernas sobre sexualidade, corpo e fertilidade têm raízes muito mais antigas do que imaginamos. Afinal, há mais de dois mil anos, sociedades inteiras já celebravam publicamente temas que ainda despertam curiosidade e debate nos dias de hoje.


Meu nome é Maria Christina Nascimento Silva Garavaglia… mas, desde que nasci, me chamam de Kiki, e assim fiquei conhecida mundo afora, pois passei minha vida viajando… A primeira língua que aprendi foi o espanhol, pois meu pai foi enviado para a Argentina e ficamos em Rosário por 2 anos. Israel foi fundado em 1948, e lá fomos nós abrir o primeiro Consulado Brasileiro em Tel Aviv, em 1952. Aprendi a falar o hebraico e o árabe! Minha babá era palestina, como a maioria das pessoas lá naquela época. De 1955 até 1958, moramos em Roma e me tornei totalmente italiana… até competi pela Itália em competições de natação! Finalmente, fomos morar durante um ano no Rio de Janeiro. Me tornei uma “moleca” de rua, andando de bicicleta, de patins, com os amigos do bairro de Botafogo, onde morávamos — na maior farra. Em seguida, fomos morar em Londres, e as “alegrias” se foram… Fui para um colégio interno em Sevenoaks, onde só se podia falar após o almoço e, após o jantar, por meia hora. Costume esse de todas as inglesas na época… Um pesadelo com o meu temperamento! Voltamos a morar no Rio em 1966 e, um dia, na praia, conheci Renato. Após 6 meses namorando, me dei conta de que seria meu companheiro para o resto da vida!
Os anos passaram, meus pais morando em Viena. Já tinha duas filhas e passávamos as férias com eles na deslumbrante Embaixada do Brasil em Viena. Aproveitei para conhecer o Leste Europeus.
Após uns anos, Renato odiando aeroportos, resolvi sair viajando pelo Sudeste siático, indo encontrar amigos que moravam em Bali… Lá pelos anos 70, resolvemos levar as filhas à Disney e ficar uns dias em Miami Beach. Me apaixonei por Miami Beach e nunca mais deixei de ir ao menos duas vezes por ano…