Por Letícia Brunello
Sexta-feira é dia de Gole! Separei três goles para que você mantenha informado sobre o que vem acontecendo no mundo dos vinhos, mas também para que se divirta com uma curiosidade, e se inspire com uma dica.
Gole de Notícia:
Menos uvas, mais sabor: o Brasil se prepara para uma safra promissora
O clima frio e seco do inverno de 2025 animou os produtores brasileiros. Na Serra Gaúcha, a brotação veio equilibrada e as uvas seguem com boa sanidade, abrindo caminho para uma colheita de 2026 com excelente potencial de qualidade.
O outro lado da moeda é o volume: a previsão é de menos uvas por parreira, o que deve resultar em vinhos mais concentrados e expressivos, mas com produção limitada.
No ritmo das estações, o vinho brasileiro segue amadurecendo em sabor, técnica e identidade.
Gole de Dica:
A temperatura certa muda tudo
Nem sempre o segredo está no rótulo. Às vezes, está no termômetro. A temperatura em que o vinho é servido altera completamente a experiência: realça aromas, equilibra acidez e pode até transformar um vinho simples em algo surpreendente.
Brancos e rosés brilham mais entre 8°C e 10°C; tintos leves ficam ideais por volta dos 13°C; e os mais encorpados, entre 16°C e 18°C.
E não precisa complicar: alguns minutinhos na geladeira podem ser o suficiente. Normalmente, 30 min de geladeira para o branco, 15 pro tinto leve… e pronto.
Gole de Curiosidade:
Um país, mil terroirs
O Brasil é um dos raros países que produzem vinho em climas tão distintos. No Vale do São Francisco, as uvas amadurecem com o sol o ano inteiro, é possível ter até duas colheitas por ano.
Já na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense, o frio e a altitude criam vinhos intensos, cheios de frescor e elegância.
Essa diversidade climática faz do vinho brasileiro uma verdadeira colcha de aromas e estilos, e reforça a riqueza de um país que ainda está descobrindo todo o seu potencial em taça.
Um brinde à pluralidade que nasce entre serras e sertões.
Tim-tim!
