Atriz brasileira enfrentou sucessivos atrasos, cancelamento do voo e extravio de bagagem durante o retorno de uma viagem aos Estados Unidos. Justiça do Rio de Janeiro determinou indenização de R$ 15 mil por danos morais.
O que deveria ser o retorno de uma viagem de trabalho a Nova York terminou em uma disputa judicial para a atriz brasileira Valentina Herszage. Após enfrentar sucessivos atrasos no voo de volta ao Brasil, a viagem acabou sendo cancelada, e a artista precisou passar a noite no aeroporto ao lado de outros passageiros.
O episódio, divulgado recentemente pela imprensa brasileira a partir de informações publicadas pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo, resultou em uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro que determinou que a Delta Air Lines pagasse R$ 15 mil por danos morais à atriz.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Herszage enfrentou uma sequência de atrasos antes de o voo que deveria levá-la de Nova York ao Brasil ser definitivamente cancelado. Sem conseguir seguir viagem conforme o planejado, a atriz acabou passando a noite no chão do aeroporto junto a outros passageiros afetados pela situação.
Ao cancelamento somou-se outro problema: sua bagagem foi extraviada e só foi devolvida no dia seguinte. Diante da sequência de transtornos, Herszage decidiu recorrer à Justiça no Rio de Janeiro contra a companhia aérea.
Indenização de R$ 15 mil

A Justiça determinou o pagamento de R$ 15 mil à atriz a título de danos morais. Entre os elementos relatados no caso estão os sucessivos atrasos, o cancelamento do voo, a permanência durante a noite no aeroporto e o problema envolvendo a entrega da bagagem.
O episódio chama atenção para uma questão que afeta milhares de viajantes todos os anos: quais são as responsabilidades das companhias aéreas diante de alterações significativas em viagens internacionais e quais caminhos estão disponíveis quando o passageiro considera que a assistência oferecida foi insuficiente.
O fato de o incidente ter ocorrido nos Estados Unidos também não impediu que a controvérsia chegasse à Justiça brasileira. Em viagens internacionais relacionadas ao Brasil, a possibilidade de apresentar uma ação no país depende das circunstâncias específicas do contrato de transporte, do itinerário e das normas aplicáveis ao caso.
Por isso, uma decisão como a obtida por Herszage não significa que qualquer atraso ou cancelamento resulte automaticamente em indenização, tampouco que exista um valor predeterminado para situações semelhantes. Cada caso deve ser analisado individualmente de acordo com os fatos e a legislação aplicável.

Do reconhecimento internacional a um episódio fora das telas
Natural do Rio de Janeiro, Valentina Herszage construiu uma trajetória que reúne trabalhos no cinema, na televisão e no teatro. Sua carreira cinematográfica ganhou projeção com “Mate-me Por Favor”, de Anita Rocha da Silveira, trabalho que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio de 2015. Posteriormente, participou de produções como Raquel 1:1, A Batalha da Rua Maria Antônia e As Polacas.

Seu nome alcançou um público internacional ainda maior com “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles. No longa, Herszage interpreta Vera, uma das filhas de Eunice e Rubens Paiva, personagens vividos por Fernanda Torres e Selton Mello.
A produção fez história ao se tornar o primeiro filme brasileiro a conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional, ampliando também a projeção internacional de seu elenco.
O processo contra a companhia aérea, no entanto, coloca Herszage em uma situação completamente diferente de sua trajetória artística. Mais do que um episódio envolvendo uma personalidade conhecida, o caso retrata um problema cotidiano do transporte aéreo internacional: o impacto que atrasos prolongados, cancelamentos e extravio de bagagens podem causar aos passageiros.
No caso da atriz, a controvérsia chegou à Justiça brasileira e terminou, segundo as informações divulgadas até o momento, com a determinação de uma indenização de R$ 15 mil por danos morais.
