A Apple sobe ao palco na próxima quarta com três aparelhos, um deles dobrável, um CEO novo e um aumento de preço que ninguém queria. Veja o que já se sabe.

Todo setembro é a mesma cena: a Apple marca uma data, o mundo especula por semanas e no fim descobre que metade dos rumores estava certa. Este ano, porém, tem três coisas fora do roteiro habitual, e vale entender cada uma antes de decidir se você troca de celular agora ou espera.
O evento acontece na quarta-feira, 9 de setembro, às 13h no horário da Flórida (14h em Brasília), no Steve Jobs Theater, em Cupertino. O nome escolhido pela empresa foi “Surprise and shine”.
A primeira novidade não é um aparelho. É quem vai apresentá-lo.
No dia 1º de setembro, John Ternus assumiu oficialmente como CEO da Apple, encerrando os quinze anos de Tim Cook no comando, Cook passou a presidente executivo do conselho. O evento da próxima quarta será a primeira grande apresentação da era Ternus.
A diferença importa mais do que parece. Cook veio da operação e da cadeia de suprimentos. Ternus veio da engenharia de hardware: passou a carreira cuidando de parafuso, molde e fornecedor. Ele estreia justamente no ano em que a Apple lança seu primeiro celular dobrável e em que a Siri deixou de rodar em modelos próprios para rodar em modelos Gemini, do Google, uma virada anunciada na WWDC de junho que teria custado à Apple cerca de um bilhão de dólares por ano.
A segunda: este ano a linha foi partida ao meio
Desde 2019 a Apple lançava, no mesmo dia, um iPhone mais acessível e um Pro mais caro. Não desta vez.
No outono chegam apenas os três modelos mais caros: iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e o dobrável, que deve se chamar iPhone Ultra. O iPhone 18 comum, o 18e e a segunda geração do iPhone Air ficaram para a primavera de 2027, ou seja, por volta de março.
Traduzindo: quem quiser um iPhone novo agora, em setembro, só tem as opções mais caras.

As datas que interessam
- 9 de setembro: anúncio.
- 12 de setembro: provável início das pré-vendas. Normalmente a Apple abre na sexta seguinte ao evento, mas a sexta este ano cai no dia 11, data em que os atentados de 2001 completam 25 anos. A empresa já respeitou o 11 de setembro antes: em 2015, empurrou a pré-venda do iPhone 6s para o sábado. A expectativa é que faça o mesmo agora.
- 18 de setembro: data mais provável de chegada às lojas dos modelos Pro.
- Dobrável: aqui a história muda. O analista Ming-Chi Kuo avalia que a produção inicial é limitada e que a pré-venda do dobrável pode ficar para o último trimestre do ano, separada da dos Pro.
A terceira: o preço subiu, e a culpa é da memória
Esta é a parte que dói. A consultoria TrendForce estima aumentos de 10% a 20% em relação ao ano passado:
| Modelo | Preço atual | Estimativa para 2026 |
|---|---|---|
| iPhone 17 Pro → 18 Pro | US$ 1.099 | US$ 1.249 a US$ 1.299 |
| iPhone 17 Pro Max → 18 Pro Max | US$ 1.199 | US$ 1.349 a US$ 1.399 |
| Dobrável (novo) | — | US$ 2.099 a US$ 2.299 |
A versão de maior armazenamento do dobrável pode passar dos US$ 3.000.
O motivo é menos glamouroso do que parece: o preço da memória disparou. Segundo a mesma consultoria, um chip de memória de 256GB ficou quase 400% mais caro em um ano, e o custo total dos componentes de um Pro de 256GB subiu cerca de 38% no mesmo período. A corrida das empresas de inteligência artificial por data centers levou embora a oferta de memória do planeta inteiro, e quem compra celular está pagando a conta. A Apple deve absorver parte disso reduzindo margem, mas não tudo.
Há um consolo pequeno: relatos indicam que o iPhone 18 Pro passa a começar em 256GB, em vez dos 128GB de entrada de gerações anteriores.
O que muda no aparelho
Quem espera um iPhone visualmente diferente vai se decepcionar. O 18 Pro deve ser muito parecido com o 17 Pro por fora. As mudanças estão em outro lugar:
Chip A20 Pro, fabricado em 2 nanômetros. Vazamentos apontam desempenho até 18% superior e consumo até 30% menor que o A19 Pro. Na prática: mais bateria sobrando no fim do dia e mais folga para rodar recursos de inteligência artificial dentro do próprio aparelho.
Dynamic Island menor. Aquela ilha preta no topo da tela deve encolher. O Face ID sob a tela, rumor que circulou o ano inteiro, aparentemente ficou para uma próxima geração.
Câmera de abertura variável. É a mudança mais interessante e a que menos gente entende. Hoje a lente principal do iPhone tem abertura fixa. Com abertura variável, o aparelho consegue “fechar” ou “abrir” a lente conforme a cena — mais desfoque no fundo em um retrato, mais controle em fotos de longa exposição durante o dia. É o tipo de recurso que aproxima o celular de uma câmera profissional de verdade. Alguns relatos sugerem que ele pode ficar restrito ao Pro Max.
Modem C2, da própria Apple, no lugar do componente da Qualcomm, e uma nova paleta de cores — a mais comentada é um vinho escuro batizado de “dark cherry”.

A nova Siri. Reconstruída sobre os modelos Gemini, do Google, ela virou também um aplicativo independente, com leitura de tela em tempo real e contexto pessoal entre apps. O iPhone 18 Pro e o dobrável devem ser os primeiros aparelhos com a experiência completa. Vale registrar uma limitação: o recurso foi barrado na Europa por questões regulatórias e chegou aos Estados Unidos de forma escalonada.
Iphone dobrável?

Foto: Reprodução/Magnific/Imagem gerada com IA
Depois de quase uma década de rumor, a Apple deve mostrar seu primeiro celular dobrável. O que se espera:
- Formato de livro: cerca de 5,5 polegadas fechado e 7,8 polegadas aberto — algo próximo de um iPad mini deitado, com recursos novos de multitarefa.
- Touch ID no botão lateral, em vez de Face ID. É a concessão mais comentada, e não agradou.
- Sistema de duas câmeras, sem teleobjetiva.
- A Apple teria trabalhado para eliminar por completo o vinco da tela, o defeito que persegue todos os dobráveis desde o primeiro.
- Estoque inicial curto. Se você quer um, não conte com sobra nas lojas.
Nada disso é oficial. É o retrato do que a cadeia de fornecedores e os analistas mais confiáveis vêm dizendo, e nem todos concordam entre si.
E ainda tem mais no palco
O evento não é só de iPhone. São esperados também o Apple Watch Series 12, com opção de caixa em cerâmica, o Apple Watch Ultra 4 e os AirPods 5. Relógios e fones devem ser atualizações discretas, mais de chip do que de design.
Para quem vive aqui ou vem passar as férias
Um detalhe prático para o nosso público. Comprar iPhone na Flórida sempre foi um dos passeios favoritos do brasileiro, mas um detalhe importante: A cota de isenção da Receita Federal para quem entra no Brasil por via aérea continua em US$ 1.000 por pessoa, exceto para itens de uso pessoal, e esta cota é individual e intransferível. O que passa disso é tributado em 50% sobre o excedente, e omitir na declaração rende multa por cima.
Com o iPhone 18 Pro estimado em US$ 1.249, um único aparelho lacrado já estoura a cota sozinho. A menos que você passe a usá-lo, nesse caso, ele não entra nessa conta, mas o aparelho novo, na caixa, entra.
Some ainda o imposto de venda da Flórida, que não vem embutido na etiqueta e aparece só no caixa. Quem for comprar, faça a conta completa antes e, na dúvida, consulte o Guia do Viajante da Receita Federal.
O que fica
Este é um ano de transição para a Apple: CEO novo, calendário partido, assistente rodando em tecnologia de concorrente e o primeiro aparelho de uma categoria inteiramente nova. O aumento de preço vai dominar a conversa nos primeiros dias, e com razão.
Mas a pergunta que vale para a maioria das pessoas continua sendo a de sempre: o seu iPhone atual está te atendendo? Se estiver, dá para esperar março, quando os modelos mais baratos chegam. Se não estiver, na quarta-feira a gente descobre exatamente quanto vai custar.
As informações que temos são baseadas em relatos da imprensa especializada e de analistas do setor.
Kit de publicação (não vai no ar)
Opções de título:
- iPhone 18: o que a Apple anuncia no dia 9 — e por que este ano é diferente
- iPhone 18, dobrável e preço maior: o que esperar do evento da Apple
- A Apple lança o iPhone 18 na quarta; veja o que já se sabe sobre preços e novidades
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Palavras-chave: iPhone 18, iPhone 18 Pro preço, evento Apple setembro 2026, iPhone dobrável, comprar iPhone na Flórida, cota Receita Federal US$ 1.000
Imagens sugeridas: 4 posições marcadas no texto. Para as capas, priorize material de imprensa da própria Apple (uso editorial). Para o dobrável, use renders identificados como conceito na legenda, para não induzir o leitor ao erro.
Gancho de vídeo (Reels/TikTok): take único, uma frase na tela — “O iPhone novo vai custar mais de mil e duzentos dólares. E a sua cota na alfândega é de mil.” Corta para o preço estimado e a regra dos 50%. Formato simples vem performando melhor que produção elaborada.
Atualização pós-evento: guarde este texto. No dia 9 à tarde, trocar as estimativas pelos números oficiais rende uma segunda matéria com o mesmo trabalho de pesquisa já feito.

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